Na volta as aulas fisioterapeuta alerta para o peso das mochilas
O peso acima do recomendado ou o transporte inadequado pode causar conseqüências sérias para a coluna.
A volta às aulas é o momento de pensar também na saúde das crianças. E as mochilas podem ser as vilãs, incluindo os modelos com rodinhas, o peso acima do recomendado ou o transporte inadequado pode causar conseqüências sérias para a coluna.
Em Patos de Minas, o primeiro de dia de aula foi de muita animação na Escola Estadual Professor Modesto. O garotinho Pedro Henrique de 5 anos vai cursar o primeiro ano e chegou empolgado com sua mochila nova. A mãe do pequeno relata que o peso da mochila e a forma correta de transportá-la estão entre as suas preocupações, objetivando de evitar problemas posturais no futuro.
A volta às aulas é momento ideal de avaliar o que está correto e os principais erros no uso das mochilas, incluindo os modelos de rodinhas. Com apoio da fisioterapeuta Rosana Jerônimo realizamos uma blitz no primeiro dia de aula. Segundo ela foram observados mais erros que acertos. Entre eles, a fisioterapeuta citou por exemplo o uso da mochila de rodinhas, já que as crianças forçam apenas um lado do corpo e as mochilas acabam sendo prejudiciais à postura.
De acordo com a fisioterapeuta, a criança que carrega muito peso geralmente reclama de dores de cabeça, nos ombros e nas costas. Em outros casos os sintomas não são demonstrados aparecendo apenas na adolescência ou na fase adulta. O ideal seria que todas as escolas tivessem armários, o que evitaria o peso diário dos materiais nas mochilas. Um bom exemplo é o da Escola Estadual Professor Modesto, onde são disponibilizados armários nas salas de aula e os alunos ainda recebem uma lista semanal para evitar o transporte de muitos materiais nas mochilas.
