Ainda sem acordo, greve de vigilantes do Banco do Brasil continua
Na lista de reclamações estão direitos básicos como o pagamento de salários e benefícios
Os vigilantes ficaram na frente da agência central do Branco do Brasil em busca de respostas. Na região que compreende os municípios de Rio Paranaíba, Lagoa Formosa, Guimarânia e Patos de Minas, cerca de 25 funcionários estão em greve e por tempo indeterminado.
O sindicalista Romualdo Alves Ribeiro afirma que até que a empresa dê uma resposta, ou o banco assuma os compromissos que a empresa deixou cumprir, a greve continua. A agência da Major Gote funcionou apenas para o auto atendimento e a parte interior do banco não está funcionando, porque o sistema de cofre não pode ser aberto de um número mínimo de vigilantes, conforme o plano de segurança que é imposto pela Polícia Federal. Na lista de reclamações estão direitos básicos como o pagamento de salários e benefícios.
A empresa nega estar com os salários atrasados e que a reclamação a respeito do FGTS segundo a gerente operacional da empresa Rejane Carneiro está resolvido. A respeito da periculosidade, ela afirma que os pagamentos também já foram realizados. Mas um dos vigilantes que preferiu não se identificar, contesta estas informaçãoes. Ele disse que além do pagamento parcelado dos salários, há desconto do plano de saúde e que quando ele procurou o atendimento médico nem mesmo o nome dele constava na relação da prestadora de serviços.
Enquanto isso, as agências continuam funcionando sem a presença dos vigilantes. Porém, segundo o presidente do sindicato Romualdo Alves, a lei Federal nº 7.102/1983, diz que os bancos não podem realizar os atendimentos sem estes profissionais. Os grevistas permanecem na porta da agência alertando aos clientes dos riscos da falta dos vigilântes e exigindo que o gerente faça o fechamento da agência para cumprir a legislação.
