Além das casas, lotes vagos também estão sendo invadidos no Esperança
Em reunião, os moradores disseram querer entrar em acordo com o prefeito e a construtora
Desde a noite de sábado (11), que as 100 famílias começaram a ocupar as casas populares no Bairro Jardim Esperança. Na tarde dessa segunda-feira (13), eles participaram de uma reunião para definição de alguns passos, entre os quais, a busca do direito através da contratação de um advogado e abertura da negociação com a prefeitura. Além das casas, lotes vagos também foram ocupados.
As famílias já se organizaram e muitas começaram a fazer melhorias nas casas. Uma das ocupantes, Maria Perpétua de Magalhães, disse ter saído com os sem-terras do acampamento da Epamig e alega que após ter ficado sabendo da retirada de janelas e portas das casas, através da NTV, decidiu ir para o local. Já que a reintegração de posse da fazenda experimental onde residia está prevista para esta quinta-feira 15 de julho.
Outros sem-terra inclusive com crianças e que também estavam no acampamento, agora ocupam casas de maneira improvisada. Uma destas pessoas, Leidiane Alves, disse que já havia se cadastrado na prefeitura para receber uma casa popular. E agora espera conseguir a moradia que tanto sonha. Sem água desde o início da manhã, os ocupantes tiveram uma boa notícia, durante a reunião realizada no meio da tarde, com a volta a água, para alívio de quem precisava dar banho nas crianças e preparar alimentos.
Um dos representantes do movimento, Claudio Rodrigues, disse que os moradores querem entrar em acordo com o prefeito e a construtora. Depois da reunião, os novos moradores das unidades inacabadas, distribuiram pacotes de piso que seriam assentados pela empreiteira. Observa-se que além das casas, lotes vagos também foram ocupados. Durante a tarde, um acampamento foi levantado nas áreas e houve demarcação.
Em nota enviada a imprensa a prefeitura de Patos de Minas, informou que o processo de reintegração de posse será proposto pela Máxima Engenharia, empresa responsável pelo canteiro de obras.
A nota diz ainda que antes da invasão das moradias, as obras de construção estavam com 87,25% dos serviços executados; já as obras de infraestrutura estavam com 68,51%, de acordo com a vistoria realizada pela Caixa Econômica Federal. Segundo a nota, as famílias que seriam removidas já foram mapeadas e identificadas pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social.
