Após 17 anos do crime, PC conclui inquérito mais antigo em tramitação na delegacia de homicídios
O inquérito policial foi concluído com a identificação de dois autores sendo um dos autores parente da vítima
Nesta quarta-feira (20), a Polícia Civil (PC) finalizou o inquérito policial mais antigo em tramitação na delegacia de homicídios. O caso, classificado pela PC como de “extrema complexidade” com requintes de crueldade e ações dos autores para dificultar as investigações (ameaças a testemunhas, etc), até pouco tempo, estava com autoria indefinida.
O caso.
O inquérito policial foi concluído com a identificação de dois autores sendo um dos autores parente da vítima. Trata-se de um homicídio ocorrido na data de 19 de dez. 2007, há 17 anos, em que uma mulher foi encontrada morta próximo ao lixão de Patos de Minas, estando a vítima com uma corda amarrada no pescoço, com sinais de estrangulamento e em estado de putrefação.
Desde o primeiro momento foram realizadas diversas diligências que esbarravam em ações dolosas dos autores em impor a testemunhas o silêncio e a relatar depoimentos mentirosos para as autoridades policias que presidiram o caso. Segundo os autos, a primeira autora, querendo imputar crime a uns desafetos combinou com o namorado de matar a vítima e depois criar uma história para que os desafetos fossem condenados injustamente pelo crime de homicídio.
Desta situação a autora mulher, juntamente com o namorado premeditaram a ação fazendo com que as demais pessoas que estavam na casa onde a vítima também morava, saíssem e deixassem a vítima sozinha com os autores, momento que os autores asfixiaram a vítima usando uma corda.
Após, os autores colocaram o corpo da vítima no porta malas do carro e disseram para os outros familiares que a vítima tinha saído e não teria voltado. Os autores levaram a vítima para o lixão e deixaram o corpo no local. Para reforçar a ação criminosa os autores forjaram um bilhete de socorro dizendo que tal bilhete teria sido escrito pela vítima e a vítima relatava no bilhete que estava sequestrada e deixava entendimento de quem seriam os autores do sequestro, apontando para um dos desafetos da autora mulher.
Conforme planejado pelos autores, esses forjaram ligações telefônicas dizendo que seriam os desafetos pedindo resgate da vítima. Também os autores entraram em contato com testemunhas, ameaçando algumas, determinando que mentissem quando fossem prestar depoimento na delegacia.
Diante das dificuldades na investigação, a Polícia Civil se empenhou de forma transparente e, por meio de coleta de depoimentos usando o projeto OVM (oitava virtual móvel) conseguiu desbaratar o crime indiciando na data de hoje (20), a parente da vítima e o namorado pelos crimes.
