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Após constatação de trabalho análogo ao de escravo, empresa firma termo com Procuradoria do trabalho em Patos de Minas

Um trabalhador havia sido arremessado e atropelado por um tratador devido a falta de freio em João Pinheiro-MG

Admin2023-04-14Fonte: Por: MPT / MG
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Após acidente fatal em uma fazenda, localizada em João Pinheiro (MG), na qual um trabalhador foi arremessado e atropelado por um trator devido a falta do freio, a empresa proprietária do imóvel rural firmou perante a Procuradoria do Trabalho em Patos de Minas (PTM-Patos de Minas) um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC).

 

Em fiscalização realizada pela Auditoria do Trabalho em abril de 2022, foi constatado, também, que a empresa mantinha empregados trabalhando em condições análogas à de escravo.

 

No termo a empresa se comprometeu a não manter empregado trabalhando sob condições contrárias às disposições de proteção do trabalho, quer seja submetido a regime de trabalho forçado, quer seja reduzido à condição análoga à de escravo; analisar as causas dos acidentes e das doenças decorrentes do trabalho com a participação da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes no Trabalho Rural e a fornecer aos seus empregados, gratuitamente, equipamentos de proteção individual (EPIs).

 

Deverá, também, elaborar, implementar e custear o Programa de Gerenciamento de Riscos da Norma Regulamentadora (PGRTR), por estabelecimento rural, por meio de ações de segurança e saúde que visem a prevenção de acidentes e doenças decorrentes do trabalho; cumprir os dispositivos relativos à capacitação dos trabalhadores para manuseio e operação segura de máquinas e a assegurar que se forneçam aos trabalhadores instruções compreensíveis em matéria de segurança e saúde.

 

A título de indenização por dano moral coletivo, a parte compromissária pagará R$ 50 mil até dezembro de 2023.

 

Em caso de descumprimento, os valores das multas podem chegar em até R$ 30 mil.