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Após retirada de sem terra, funcionários da Epamig contabilizam prejuízos

Há mais de um ano, a fazenda havia sido ocupada

Admin2015-07-15Fonte: Simone Marques - Fotos: Daniel Soares.
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Na entrada da Epamig em Sertãozinho, a placa do MST já estava sendo retirada. Foi bem cedo que as 40 pessoas que ainda restaram na propriedade tiveram que sair do local. Mas com alguma resistência. A Polícia Militar acompanhou os agentes da Justiça para o cumprimento da determinação.

A Fazenda Experimental de Sertãozinho foi invadida pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Terra há um ano e meio e há um mês pelo Movimento Sem Terra. Com área de 795 hectares, a fazenda foi inaugurada em 1940 com a denominação de "Posto de Multiplicação de Sementes de Trigo" e foi só em 1974 que a estação foi incorporada ao patrimônio do estado. No local, trabalham 32 funcionários e são realizadas pesquisas agropecuárias que haviam sido paralisadas, em sua maioria, devido à presença dos sem-terra.

De acordo com o gerente da Epamig, Dimas da Silva, deverá ser feito um levantamento no número de cabeças de gado, uma vez que existe a possibilidade de sumiço de animais. Para a reintegração de posse, 80 militares foram empenhados. Cães da Rocca também foram utilizados. A retomada das terras foi acompanhada de perto pelo Juiz de Direito Tenório Silva Santos, que contribui com o diálogo, para que a descupação se desse de forma tranquila e pacifica.

Caminhões, tratores e funcionários da prefeitura deram apoio à operação. Muitas placas informativas das pesquisas realizadas da EPAMIG foram pintadas de vermelho e com o nome do movimento, assim como estacas das cercas. Em alguns locais, materiais de construção com tijolos e telhas foram abandonados. Alguns desses materiais foram retiradas de construções da Epamig.

A movimentação pelo perímetro da fazenda foi grande. Caminhões faziam transporte de móveis e dos entulhos. Muitas famílias que estavam no local, saíram de lá e foram direto para casas inabitadas da prefeitura. A retirada foi pacífica na avaliação da Polícia Militar que pretende garantir que as famílias ou novos movimentos não voltem a ocupar mais o espaço. Segundo o comando, depende da determinação da Justiça para que a PM, promova a retirada de invasores.

Com a retirada dos sem-terras, os funcionários da Epamig irão agora contabilizar os prejuízos e fazer reparos no que foi danificado. Segundo a gerência, os trabalhos agora serão de pintura e limpeza, que já devem começar esta semana com as reformas de construções e galpões.