Após rompimento de contrato: Real Card diz que quem deve ao comércio é a prefeitura de Patos de Minas
A Real Card, que teve o contrato para administrar o cartão alimentação do funcionalismo público rompido pelo prefeito Luis Eduardo Falcão, deve entrar com ação judicial contra o municÃpio, contestando a dÃvida, que para empresa, pertence a prefeitura de Patos de Minas.
No inÃcio deste mês nos noticiamos as reclamações de servidores municipais, que estavam encontrando dificuldades para utilizar o cartão de vale alimentação, com muitos estabelecimentos não aceitando o meio de pagamento.
No dia 3 de junho a prefeitura de Patos de Minas publicou comunicado sobre o rompimento de contrato com a empresa que administrava o serviço. De acordo com o municÃpio, “o descredenciamento dos comércios locais deveu-se exclusivamente por insatisfação com a alÃquota cobrada pela Real Card, tendo a prefeitura cumprido integralmente com suas obrigações contratuaisâ€.
Em nota enviada ao jornalismo da NTV e Patos Já, a Real Card afirma que “houve uma desconfiança por parte dos lojistas de Patos de Minas devido a boatos de que a Real Card seria do mesmo grupo da empresa anterior que administrava o cartão alimentação, e que teria causado prejuÃzos ao comércio localâ€.
Ainda conforme o texto, “a prefeitura passou a exigir que a Real Card pagasse adiantado aos lojistas os valores das compras, para somente depois transferir os valores para a Real Card, o que não foi aceito pela empresa que entende que seus serviços se limitam a administração. Sua obrigação é tão somente repassar os valores pagos pela prefeitura. Como não recebeu nenhum valor, não fez e não fará os pagamentosâ€.
A nota segue afirmando que empresa propôs a todas as maneiras possÃveis para que os valores das compras com o cartão alimentação fosse pago aos comerciantes, especialmente que os valores fossem repassados diretamente aos lojistas pela Prefeitura; ou que fosse repassado a Real Card, que faria imediatamente o repasse. “Qualquer outra situação criada para o não pagamento pela prefeitura aos lojistas não passam de conjecturas e abstrações†ressalta.
E as discordâncias relacionadas aos valores que somam mais de R$ 1 milhão, devem ir parar na justiça. “De modo que, quem deve ao comércio é a prefeitura, e não a Real Card, que promoverá a devida ação judicial para resolver o imbróglio, vez que recebeu apenas um valor próximo a R$ 38.000,00 (trinta e oito mil reais) pelas compras realizadas pelos servidores utilizando o Cartão Real Card; valor este que foi devidamente repassado ao comércio credenciadoâ€, finaliza a empresa.
