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Auxiliares de Serviços de Educação Básica da rede estadual se manifestam por pagamento do piso salarial

O ato ocorreu em frente à Escola Estadual Marcolino de Barros.

Admin2023-05-10Fonte: Caio Machado
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Dezenas de Auxiliares de Serviços de Educação Básica (ASB’s) do estado se reuniram na manhã desta quarta-feira (10), na Avenida Getúlio Vargas para manifestarem pelo pagamento do piso salarial da classe.

 

Aglomerados em frente à Escola Estadual Marcolino de Barros, os ASB’s empunhavam diversos cartazes com frases em desfavor do governador Romeu Zema e em prol da luta pelo piso salarial da educação.

 

Segundo o Coordenador Regional do SindUTE (Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais) Ricardo Barreto, com todos os descontos, alguns ABS’s estariam recebendo menos que um salário mínimo.

 

“É uma Irresponsabilidade muito grande com estes trabalhadores que empenham atividades importantes para as escolas e não possuem a valorização adequada que deveriam ter”, afirmou Ricardo Barreto.

 

A paralisação acontece em todos o estado de Minas Gerais, com os principais atos em Belo Horizonte. Para Ricardo será um mês será de muita luta e o andamento das ações será discutido entre o governo e o sindicato.

 

Marlene de Fátima Vida é auxiliar de serviços básicos há 12 anos e conta que vive o pior momento da profissão. “Eu costumava receber um salário e meio, mas com descontos estamos recebendo menos de um salário mínimo. O valor é de cerca de 900 reais”, disse.

 

Assim como Marlene, a auxiliar de serviços básicos Andrea Magda de Siqueira conta que precisa trabalhar em outro emprego para conseguir custear as contas de casa. “O INSS é descontado, mas não é repassado. Nós queremos nosso reajuste”.

 

Além de não pagar o piso salarial, o estado ainda não repassou o reajuste de 14,95% estipulado pelo Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica) de 2023, uma das causas pelas quais os ASB’s estão em paralização no estado.