Centro de Internação Provisória de Patos de Minas está em processo de desativação e já não recebe mais internos
A Sejusp esclarece que o Centro de Internação Provisória de Patos de Minas foi implementado em um contexto de demanda crítica por vagas, que não representa mais a realidade
Cinco adolescentes participaram de um roubo em Patos de Minas, no dia 31 de julho. De acordo com informações, eles estavam indo para o Mocambo quando viram a vítima, um jovem de 18 anos. Nesse instante um dos adolescentes chamou outro para praticar o crime. Logo após o fato a polícia conseguiu chegar até eles. Além dos menores um homem, 19 anos, foi levado para a Delegacia, onde ficaram detidos.
Com a apreensão dos adolescentes de 12, 13, 15, 16 e 17 anos, houve decisão da Justiça de que dois deles fiquem internados na cidade de Tupaciguara, a 280 km de Patos de Minas. Os outros três, segundo o delegado regional, Flávio Rosa, foram colocados em liberdade aos responsáveis legais. Apesar do crime ser cometido em Patos, não houve internação no Centro de Internação Provisória de Patos de Minas.
O Centro de Internação Provisória de Patos de Minas está em processo de desativação e já não recebe mais nenhum adolescente. A unidade tinha lotação máxima de 16 pessoas, mas no momento da tomada de decisão administrativa, que aconteceu no início de julho, a lotação era de quatro internos, que foram encaminhados para o Centro Socioeducativo de Araxá, após estudos sobre a viabilidade de transferência.
O sistema socioeducativo estadual conta com 50% das suas vagas ociosas, sendo necessária a constante análise das unidades existentes para a entrega de uma gestão pública eficiente, tanto sob a ótica de prestação de serviços quanto sob a ótica orçamentária, segundo a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp).
A Sejusp também esclarece que o Centro de Internação Provisória de Patos de Minas foi implementado em um contexto de demanda crítica por vagas, que não representa mais a realidade. Além de a unidade possuir estrutura inadequada, a Secretaria avalia o elevado custo de manutenção do centro socioeducativo, que operava muito abaixo da sua capacidade.
