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Copasa descumpre cronograma de tratamento de esgoto apresentado no ano passado

Além do descumprimento, foi verificado que em dois dissipadores de água pluvial, onde somente a água da chuva deveria correr, corre também o esgoto

Admin2018-02-28Fonte: Gabriela Pires Fotos: Gustavo Brito
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A última discussão a respeito do tratamento de esgoto da Copasa em Patos de Minas na Câmara Municipal aconteceu no final do ano passado, quando a companhia chegou a apresentar um cronograma de melhorias a serem feitas já no início desse semestre, porém, até o momento nada foi feito e o esgoto, ainda continua sendo descartado em natura no leito do Rio Paranaíba.

Segundo o Vereador e Presidente da Câmara Municipal, Chico Frechiani, a Copasa disse que faz a captação de quase 100% do esgoto, mas que somente 30% recebe o tratamento adequado. A companhia ainda relatou durante a reunião do ano passado na Câmara, que 80% do esgoto seria tratado neste início de 2018 e que os outros 20% em 2019, porém, até o momento nada foi feito. O Presidente da casa chegou a se reunir com membros do Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente (Codema) nessa terça-feira (27), no Bairro Quebec, onde os moradores sofrem há tempos com o mau cheiro causado pelo esgoto que, ainda jorra no rio.

Conforme verificado pelos membros do Conselho e pelo vereador, em dois dissipadores, onde deveria correr somente água pluvial, há um número significativo de esgoto. Diante da situação, Chico solicitou para que o Codema adote medidas sobre a Copasa para que o problema possa ser solucionado.

Além da indignação das autoridades, a população sofre com a situação do odor causado pelo esgoto que cai no Rio Paranaíba. Clenia Mundim, dona de casa que reside ao lado de uma das elevatórias da Copasa, disse que chegou a passar por um problema de saúde com o forte mau cheiro. Ela disse que chegou a entrar na justiça contra a companhia. Francisco Antônio, que também reside no local, disse que é difícil aguentar o odor em certos horários do dia.

Chico Frechiani relatou que a Copasa já descumpriu algumas cláusulas do contrato com o município e o Prefeito tem o direito de pedir o cancelamento do contrato, mas enquanto nada é feito, a população segue sem o tratamento de esgoto adequado.