PatosJá
PatosJá
Geral

Criança de 2 anos e 4 meses internada com sangramento no ânus pode ter sido vítima de abuso sexual

O padrasto da vítima foi preso e é apontado como principal suspeito

Admin2023-12-26Fonte: NTV
Compartilhar:

O Conselho Tutelar de Patos de Minas recebeu denúncia de suspeita de abuso sexual de uma criança de 2 anos e 4 meses de idade, nesta segunda-feira (25). A criança foi levada a Santa Casa, pela mãe e o padrasto, com ferimentos graves e sangramento no ânus.

 

A mãe da criança afirmou que, na manhã do dia 25, Natal, ela e seu companheiro e os três filhos, entre eles a vítima, almoçaram na casa da mãe e avô das crianças.  Ao retornarem para a residência, o padrasto deu banho na criança de 2 anos e 4 meses e entregou para que a mãe a enxugasse e vestisse fralda nela.

 

A mãe relatou que, ao secar a criança, a menina não apresentava nenhuma lesão, e minutos depois foram dormir. Uma hora depois, todos acordaram, ao perceberem que a vítima estava com uma leve disenteria (havia feito cocô na fralda). Ocasião em que o padrasto deu um novo banho na enteada e a entregou a mãe, que novamente não notou nenhuma lesão.

 

Passadas aproximadamente duas horas, a vítima foi até a mãe queixando-se de ter apanhado do irmão mais velho, de 4 anos, porém, em seguida, voltou a brincar. Vinte minutos depois, o padrasto levou a enteada com sangramento no bumbum até a mãe. A menina estava com um sangramento saindo da frauda e escorrendo até o joelho.

 

O padrasto acionou o atendimento do Samu, mas, uma vez que o deslocamento estava demorando, ele chamou um táxi e levou a criança até a Santa Casa, juntamente com a mãe. No hospital, a menina foi atendida, porém, devido a gravidade dos ferimentos, foi encaminha ao Hospital Regional.

 

A médica que atendeu a criança constatou que a menina apresentava equimose na região perianal, um corte que iniciava na parte interna do ânus e ia até próximo à vagina e um hematoma no abdômen, lado inferior direito. Deste modo, a criança foi submetida a intervenção cirúrgica, sem previsão de alta.

 

Diante dos fatos e da suspeita de violência sexual, a mãe da criança afirmou que não havia outra pessoa que pudesse ter praticado o crime, além de seu companheiro. A conselheira tutelar responsável decidiu que não iria permitir que os dois irmãos da vítima, um de 4 anos e outro de 10 meses (filho do atual companheiro), ficasse sob a guarda da família. Visto que a mãe da vítima iria permanecer no hospital acompanhando a filha.

 

O irmão de 4 anos relatou para a mãe que havia sido o padrasto que tinha machucado sua irmãzinha, que ele havia batido nela e a jogado no chão fazendo sair sangue. Na ocasião, após o relato do irmão da vítima, o padrasto recebeu voz de prisão por parte dos policiais.

 

O padrasto negou a autoria do crime e disse que não tinha certeza que o portão da residência da casa estava trancado. A mãe da vítima relatou que o companheiro, após o ocorrido, havia mudado completamente o comportamento, estava apavorado, e, inclusive, tomou remédio para se acalmar.