PatosJá
PatosJá
Geral

Crime ambiental em Patos de Minas

Investigação do Ministério Público identifica contaminação de água da Lagoa Grande

Admin2014-12-06Fonte: Millene Mesquita/Odair Cardoso.
Compartilhar:

O Inquérito Civil  proposto pelo Ministério Público sobre o assoreamento da Lagoa Grande acabou se tornando subsídio para novas investigações. Foram coletadas amostras do material sedimentado na área assoreada e os laudos de dois laboratórios comprovam a contaminação por metais pesados em concentrações elevadas que causam danos ao meio ambiente e a saúde humana. A Copasa ainda não foi notificada do procedimento criminal que deverá acarretar penalidades para empresa. 

Além da poluição visual das pichações e o assoreamento na Lagoa Grande que gerou revolta na população de Patos de Minas motivando vários protestos. O cartão postal da cidade volta às discussões desta vez, por um motivo ainda mais grave, foi comprovada a poluição por metais pesados como cobre, cromo, níquel e zinco. Com base no Inquérito Civil instaurado em 2013 o Ministério Público aprofundou as investigações e descobriu que o assoreamento foi causado pelo lançamento de efluentes líquidos com carreamento de resíduos sólidos da Estação de Tratamento de Água. 

De acordo com promotor de justiça, Dr. José Carlos de Oliveira Campos Júnior, na área de 6.850 m² de assoreamento foram coletadas amostras que após serem analisadas pelos laboratórios CEFERT e Central Analítica do Centro Universitário de Patos de Minas (Unipam), comprovaram a contaminação dos metais pesados em concentrações elevadas que além do meio ambiente causam risco para a saúde da população.

A Copasa ainda não foi notificada pelo Ministério Público sobre o procedimento de investigação na esfera criminal instaurado no dia 6 de novembro de 2014. O Inquérito criminal acarreta penalidades para a empresa que vão além de multa e a revitalização da área que foi proposta no Inquérito Civil Público. Conforme informou o MP, após a apuração dos fatos, todo os responsáveis serão penalisados pelo crime ambiental.

 

Millene Mesquita