Cuidado: golpistas com promessa de falso emprego tentam ludibriar patense
A ação criminosa tem origem com links que são postados geralmente nas redes sociais oferecendo vagas
Em tempos de crise e desemprego, os golpes da promessa de emprego continuam a fazer vítimas. Embora não seja incomum, esta armadilha permanece como uma prática de golpistas, que se aproveitam de momentos de dificuldade e fragilidade das pessoas para agir. Como resultado, a vítima, ludibriada, acaba por realiza pagamentos, mesmo sem ter condições financeiras.
A ação criminosa tem origem com links que são postados nas redes sociais oferecendo vagas. Ao clicar, a vítima é levada para uma página onde acaba fornecendo dados pessoais. Automaticamente uma mensagem de email é recebida constando até valor salarial. Mas é ai que começa o golpe, o texto sugere que o candidato entre em um site para treinamento a distância, inclusive com certificado rápido.
Assim que a vítima deposita o valor pedido pelo tal curso, percebe que tudo não passou de uma enganação. O perfil do golpista que postou a mensagem na rede social simplesmente desaparece. Em Patos de Minas, por pouco, Bruno Cesar Gomes de Sousa, não seria mais uma vítima da falsa oferta de emprego. Ele chego até mandar o seu currículo, acreditando na proposta. Mas percebeu a tempo que tratava-se de um golpe.
Na capital Mineira, a delegada Silvia Helena de Freitas diz estar acostumada a receber reclamações de pessoas enganadas por golpistas. Inclusive, muitos jovens acabam sendo alvos preferenciais, por estarem à procura do primeiro emprego. Lá as abordagens acontecem ainda nas portas das escolas.
De acordo com a delegada, este contrato oferecido pelos golpistas seria, na verdade, para realização de um falso curso para ajudar as pessoas a conquistar as vagas que também não existem. Por isso, a recomendação é a de sempre pesquisar sobre a empresa nos órgãos de proteção ao consumidor, para saber se existem reclamações.
Outro ponto chave que precisa ser observado, segundo a delegada, é a exigência de pagamento prévio em troca de emprego. “O candidato deve desconfiar sempre da cobrança antecipada”, alerta.
Qualquer pessoa que estiver participando de um processo de seleção e notar alguma irregularidade pode fazer uma denúncia na Superintendência Regional de Trabalho e Emprego do Ministério do Trabalho e Emprego ou procurar o Ministério Público do Trabalho, que investigará o caso.
Se mesmo assim, a pessoa for enganada por uma empresa com a falsa promessa de emprego, a recomendação é registrar Boletim de Ocorrência e ajuizar uma ação para tentar reaver o valor pago. “Neste caso, configura crime contra as relações de consumo e cabe penalidade”, diz. A pena para este tipo de crime varia de 2 a 5 anos em regime fechado, além de multa.
