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Empresária de Patos de Minas disputa a final do Prêmio Sebrae Mulher de Negócios

Três empresárias de Araxá, Belo Horizonte e Patos de Minas, concorrem nas categorias Pequenos Negócios, Microempreendedora Individual e Produtora Rural da etapa nacional da premiação

Admin2015-03-02Fonte: Assessoria de Imprensa do Sebrae Minas
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Inspiração para muitas mulheres que comandam os negócios no país, as mineiras Ana Luiza Anacleto dos Santos, de Belo Horizonte, Mara Miranda, de Araxá, e Regina Célia Koltunik França, de Patos de Minas disputam três categorias da etapa nacional do Prêmio Sebrae Mulher de Negócios. A cerimônia de premiação será realizada em Brasília, no dia 5 de março. 

As três empresárias foram os destaques estaduais entre as 721inscritas na premiação em Minas Gerais.  Agora, na etapa nacional, elas concorrerão com as vencedoras dos demais estados a uma viagem internacional. 
 
Ana Luiza Anacleto dos Santos, da empresa Ana Luiz Noivas, de Belo Horizonte, disputa a categoria Pequenos Negócios, empreendimentos que faturam até R$ 3,6 milhões por ano. A empresária deixou o ramo da eletrônica, no qual fazia manutenção de caixas eletrônicos, para investir no mercado de casamentos. De acordo do Ana Luiza, a decisão de mudar o rumo dos negócios aconteceu durante a organização do seu próprio casamento. 
 
A empresa foi crescendo e a empreendedora resolveu ampliar ainda mais o negócio. Há dois anos, ela promove e organiza uma das maiores feiras do estado, direcionada às noivas, debutantes e festas infantis.  Além disso, Ana Luiza faz organização de eventos empresariais. 
 
Para ela, o sucesso nos negócios se deve ao investimento em capacitação e a busca constante por diferenciais. Fiz uma pesquisa em outras empresas e descobri que há falhas na organização, divulgação e principalmente, muitos delas não trazem novidade para o cliente, explica. 
 
De acordo com Ana Luiza, no início enfrentou preconceito por ser mulher, mas nada que o trabalho e muita persistência não resolvessem. Era difícil já que era um mercado comandado por homens, mas hoje eles já reconheceram o nosso potencial, comenta a empresária. 
  
De empregada a dona do seu próprio negócio 
 
Já Mara Miranda, da Mara Miranda Esteticista, de Araxá, concorre na categoria Microempreendedora Individual. Mara largou o emprego administrativo na empresa do ex-marido para ser dona do seu próprio negócio. Tudo começou em Sete Lagoas, em 2004, onde abriu sua primeira clínica de estética.  Em 2008, resolveu se mudar para a capital, onde passou um ano trabalhando em salões de beleza, até que em 2010, conseguiu abrir seu próprio estabelecimento. 
 
Porém, em 2011, devido a um problema de saúde de sua irmã, foi para Araxá. Mãe de quatro filhos, Mara deu início a uma nova etapa na sua vida. Formalizou-se como Microempreendedora Individual (MEI) e montou, em um anexo de sua casa, a clínica de estética onde oferece serviços como a reabilitação cirúrgica, eletroterapia aplicada a estética e estética fácil. Como MEI consegui uma linha de financiamento, o que facilitou a compra de vários equipamentos de ponta. Tenho o que há de melhor no mercado, explica. 
 
No final do ano passado, Mara se formou em Gestão de Recursos Humanos e tem planos de fazer uma pós-graduação em Estética. Com uma agenda com mais de 150 clientes e os atendimentos aumentando a cada dia, a previsão é que até o final de 2015 Mara aumente a faixa de faturamento e passe a ser microempresária. ?Quero ampliar meu espaço, comprar mais equipamentos e contratar mais pessoas. Tenho tudo planejado, o que ganho, o que gasto e o que posso investir. Quero ir longe, diz a empreendedora. 
 
Empreendedora rural 
 
Outra mineira que está na final do Prêmio Sebrae Mulher de Negócios é Regina Célia Koltunik França, da Viveiro Nativo, de Patos de Minas. Ela foi vencedora estadual na categoria Produtora Rural. A assistente social já foi proprietária de uma creche, corretora de imóveis e dona de um restaurante. Em 2011, começou a trabalhar com o marido em uma fazenda em Patos de Minas. Ao construírem uma represa, encontraram dificuldade para obter mudas nativas que seriam plantadas na margem da represa. Foi assim que a empreendedora começou a criar mudas de forma caseira em um viveiro da própria fazenda. No início atendia amigos e vizinhos, depois aumentei a produção e fui ao viveiro de mudas nativas do IEF- Instituto Estadual de Florestas, onde recebi incentivo para continuar a produção, diz.
 
No período de 2009 a 2010, foram produzidas 80 mil mudas. De 2012 a 2013 esse número quadruplicou e as vendas chegaram a R$ 450 mil. Outro ponto positivo foi a redução de 28% para 20% nas perdas das mudas com doenças e pragas, utilizando técnicas corretas de manejo. 

Com o mercado em ascensão, desde 2011, a empresa de Regina passou a prestar um novo tipo de serviço: o plantio e a recuperação ambiental de áreas degradadas. Percebi que muitos clientes, como usinas elétricas, estações de tratamento de água, prefeituras e empreiteiras precisavam das mudas e de mão de obra para fazer o plantio. Foi assim que ampliamos nosso atendimento, conta. 
 
Para este ano, a empresa de Regina tem muito trabalho após ter ganhado uma licitação e assinado vários contratos para recuperação de áreas em Juiz de Fora, Unaí e no Rio de Janeiro. Agora a empresa começa uma nova etapa com a criação de uma divisão exclusiva para arborização de cidade, que é uma forte tendência nas próximas administrações, afirma. 
 
O Prêmio Sebrae Mulher de Negócios é uma iniciativa do Sebrae, em parceria com a Fundação Nacional da Qualidade (FNQ). A premiação reconhece mulheres à frente de micro e pequenas empresas que transformaram sonhos em negócios de sucesso, inspirando outras mulheres a se tornarem empreendedoras.