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Entre riscos e corridas: a rotina invisível dos entregadores

Motoboys enfrentam jornadas exaustivas, riscos constantes e ausência de direitos trabalhistas em um dos setores que mais crescem no país

Admin2025-06-30Fonte: NTV - Isabella Sanches
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Apesar de algumas empresas oferecerem seguros privados, muitos entregadores relatam dificuldades no acionamento desses serviços. Com isso, em caso de acidente, a ajuda costuma vir da solidariedade de colegas ou de campanhas online feitas para arrecadar fundos.


A informalidade é uma marca do modelo de negócios. Os aplicativos classificam os entregadores como "parceiros" e não como funcionários, o que desobriga as empresas de garantirem proteção social. Para especialistas em direito do trabalho, isso cria uma relação frágil, na qual o trabalhador fica com todas as responsabilidades, mas sem garantias.


A advogada Glicia Reis, especialista em direito do trabalho, alerta que embora existam brechas jurídicas para reconhecimento de vínculo empregatício, muitos motoboys não têm conhecimento ou recursos para recorrer à Justiça. Além disso, o modelo de contrato adotado pelas plataformas dificulta a comprovação de subordinação.


Mesmo diante das dificuldades, os entregadores vêm se organizando em movimentos por melhores condições de trabalho. Entre as principais reivindicações estão:


  • Remuneração justa
  • Mais transparência nas políticas dos aplicativos
  • Segurança e saúde no trabalho
  • Criação de direitos específicos para a categoria


Enquanto o debate sobre a regulamentação da profissão avança lentamente no Congresso, esses profissionais continuam sujeitos a acidentes, jornadas exaustivas e instabilidade financeira. Muitos contam apenas com a própria sorte — e a força da coletividade — para seguir em frente.