Falta de responsável técnico é principal irregularidade encontrada pelo Crea em Patos de Minas
Balanço da fiscalização mostrou que, em Patos de Minas, foram realizadas 796 ações, com a expedição de 417 autos de infração
Em 2021 a fiscalização do o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Minas Gerais contabilizou 52 mil 165 ações em todo o estado, que resultaram em 27 mil 608 autos de infração. Desse total, 71,5% são referentes à falta de responsável técnico.
Somente em
Patos de Minas, foram realizadas 796 ações, com a expedição de 417 autos de
infração. A falta de responsável técnico foi a principal irregularidade
encontrada. No municÃpio há 129 empresas registradas. São 1991 profissionais em
áreas como: segurança do trabalho, elétrica, civil e agronomia, sendo 406
mulheres e 1585 homens.
Atividades simples do dia a dia, como as refeições, o uso da energia elétrica, o transporte, o uso do celular, a construção da moradia e diversas outras tarefas, precisam de profissionais da engenharia, da agronomia e das geociências. “A ausência de um profissional habilitado pode resultar em uma obra mal acabada, com o aparecimento de vazamentos ou curtos-circuitos; em falhas mecânicas de um elevador ao ser instalado sem seguir os parâmetros mÃnimos de segurança; ou mesmo em uma plantação de alimentos que pode ter uma super dosagem de agrotóxicoâ€, detalha Lucio. Ao fiscalizar o exercÃcio de tais atividades, o Crea-MG exige que empresas regulares e profissionais habilitados, com a Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) devidamente registrada, sejam os condutores e executores dos empreendimentos e serviços nessas áreas.
Além das
fiscalizações rotineiras de campo, o Conselho tem impulsionado as fiscalizações
administrativas com cruzamento de dados para obter uma maior eficiência na
identificação das irregularidades. Exemplo disso é que, em 2021, mesmo com um
número de ações menor que em 2020, quando foram realizadas pouco mais de 54 mil
fiscalizações, o número de autos aumentou em 6,5%.
O diretor
Técnico e de Fiscalização, engenheiro civil Eduardo Ribeiro, explica que a metodologia
adotada no setor possibilita essa assertividade. “Por meio de convênios com os
municÃpios, junta comercial do estado, diversos órgãos públicos, conseguimos
acessar remotamente um número considerável de dados. A partir da análise dessas
informações, a fiscalização consegue identificar uma série de irregularidadesâ€,
detalha Eduardo. Segundo ele, para além de proteger a sociedade, a fiscalização
valoriza ainda as profissões, evitando um ambiente de concorrência desleal, já
que há um custo envolvido para o profissional se manter regularmente habilitado
e tem sido, cada vez mais, necessário buscar uma qualificação constante para
estar atualizado.
O Crea-MG verifica e fiscaliza o exercÃcio e a atividade profissional da engenharia, da agronomia, da geologia, da geografia e da meteorologia, amparado pela Lei Federal 5.194/1966. A função do Conselho é defender a sociedade da prática ilegal das atividades técnicas, exigindo a participação declarada de profissionais legalmente habilitados, com conhecimento e atribuições especÃficas, na condução dos empreendimentos nestas áreas.
