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Familiares de detentos reclamam de superlotação no Presídio Sebastião Satiro

A unidade prisional dispõe de 197 vagas, mas hoje está com cerca de 390 detentos, ou seja, o dobro da capacidade

Admin2016-07-09Fonte: Edvar Santos - Fotos: Daniel Lima.
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A superlotação nas unidades prisionais mineiras não é novidade. De acordo com dados da secretaria de estado de defesa social- seds, a população carcerária de Minas Gerais é de mais de 70 mil detentos. Em todo o estado segundo a secretaria, nas 147 unidades da Suapi, o percentual de presos provisórios está acima de 50%. Atualmente, a lotação da Suapi supera em 27 mil presos a capacidade, que é de 30.661 vagas. Ou seja, o conjunto das 147 unidades apresenta uma superlotação de 89%. No presídio Sebastião Satiro em Patos de Minas, a realidade não é diferente. São 197 vagas, mas hoje está com cerca de 390 detentos, ou seja, o dobro da capacidade.

O visitante Valdson Santos, que um tem filho na instituição, denuncia que são até quatro pessoas em uma cela pequena o que gera reclamações. Gabriela Araujo que é esposa de detento e neste sábado (09) foi visitar o marido, disse que a situação lá dentro não é das melhores, com o número de presos acima da capacidade de cada compartimento da prisão. Os visitantes reclamam também da falta de uma cobertura do lado de fora do presídio para abrigar as famílias nos dias de visitação.

Para o Promotor de Justiça Paulo Henrique Delicole, a solução para o problema passa pela necessidade de se reforçar o trabalho de ressocialização dos detentos. Em Patos de minas o sistema Apac tem funcionado de maneira eficiente e atende a 63 recuperandos. Na avaliação do Promotor, é preciso reavaliar o sistema prisional no Brasil.

Dados do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais - TJMG, dão conta de que  a reincidência entre os egressos das unidades APAC gira em torno de 15% enquanto que os oriundos do sistema comum alcançam o percentual de 70%, sendo uma importante ferramenta para humanizar o sistema de execução penal de forma a contribuir para a construção da paz social. Segundo a Secretaria de Estado de Defesa Social, uma vaga nos estabelecimentos construídos para abrigar os presos (recuperandos) de APAC tem custado 1/3 (um terço) do valor da vaga de uma penitenciária dedicada ao sistema comum.