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Famílias são retiradas das casas invadidas no Esperança IV

Os móveis foram levados para o barracão da prefeitura, mas as famílias não sabem para onde ir

Admin2016-11-10Fonte: Odair Cardoso - Fotos: Edvar Santos.
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Foi cumprida na manhã desta quinta-feira (10), a determinação Judicial para a retirada de algumas famílias que ainda permaneciam morando nas casas do conjunto habitacional Sol Nascente (Esperança IV). Um grande efetivo policial com apoio do Corpo de Bombeiros e servidores do município trabalharam na reintegração de posse. A secretaria de ação social de Patos de Minas deverá agora encaminhar os moradores para outros locais.

Cerca de 40 homens da Polícia Militar, juntamente com um oficial de Justiça, chegaram ao local por volta das 5h da manhã, afim de cumprir o mandado que reintegra a posse das casas invadidas há mais de um ano. De acordo com o Tenente Coronel Azevedo, desde o dia 14 de julho deste ano, quando o Poder Judiciários determinou a saída dos invasores, foram realizadas reuniões e negociações com os moradores. De lá pra cá, diminuiu muito o número de ocupantes, uma vez que inicialmente todas as unidades chegaram a ser ocupadas.

Sete famílias ainda permaneciam no local. Elas deveriam ter deixado o conjunto habitacional, no dia 6 de outubro, mas o prazo foi adiado pela Justiça para dar tempo aos moradores reivindicarem junto a prefeitura benefícios sociais previstos em lei, o que minimizaria o risco de vulnerabilidade social. Com o fim do período estipulado, a desocupação aconteceu efetivamente na manhã de hoje.

As famílias reclamaram que não tem para onde ir. Algumas delas nem mesmo são de Patos de Minas e até aceitam ajuda para retornar aos municípios de origem. A assistência social deve analisar caso a caso e decidir quais os procedimentos podem ser tomados e para onde todas estas pessoas que passaram da condição de invasoras para a de desabrigadas, serão destinadas. Os móveis e outros objetos foram colocados em caminhões e levados para o barracão da prefeitura. 

Em nota, a prefeitura de Patos de Minas afirma que a Justiça determinou ao Município que disponibilizasse a quadra coberta do Cristavo para abrigar temporariamente as famílias com crianças que não tivessem para onde ir.