Funcionário público acusado de racismo após ofender funcionária de pamonharia estava em horário de serviço
O homem foi transferido para o presídio Sebastião Satiro na manhã desta quarta-feira (30)
Márcio Antônio Felício, servidor público, acusado de injúria racial na noite desta terça-feira (19), após ofender uma garçonete de um estabelecimento comercial, estaria em horário de serviço em uma escola municipal, onde trabalha como rondante, segundo informações da Prefeitura de Patos de Minas.
O caso ocorreu no bairro Céu Azul, contra a funcionária de uma pamonharia. A vítima relatou que estava realizando atendimentos no comércio e, ao se aproximar de uma das mesas, um homem identificado como Márcio Antônio Felício, disse para ela “não gostar de preto” e que “odeia preto”, além de afirmar ser preconceituoso e racista.
Após a ofensa, a atendente começou a chorar e foi amparada por pessoas que presenciaram o comportamento ofensivo. Algumas testemunhas confirmaram à Polícia o ato de discriminação sofrido pela mulher em razão da cor da pele.
Durante o registro da ocorrência, Márcio Antônio passou em frente ao local conduzindo uma motoneta e sem capacete. Em seguida, foi localizado na Av. JK e apresentava sinais de embriaguez, mas recusou-se a passar pelo exame do etilômetro.
Márcio Antônio Felício foi preso em flagrante e conduzido à delegacia de plantão por dirigir embriagado e cometer o crime de injúria racial. O homem foi transferido para o presídio Sebastião Satiro na manhã desta quarta-feira (30).
A Lei 14.532/2023, publicada em janeiro deste ano, equipara a injúria racial ao crime de racismo. Com isso, a pena tornou-se mais severa com reclusão de dois a cinco anos, além de multa, não cabe mais fiança e o crime é imprescritível.
