Governo Zema anuncia que vai pagar 13° dos servidores da segurança em quatro parcelas
O débito será quitado integralmente no dia 21 de maio
Diante da pressão de servidores e de parlamentares, o governo de Minas decidiu que vai pagar em quatro parcelas, em vez de 11, como previsto inicialmente, o 13° referente a 2018 dos servidores da segurança pública. A decisão foi anunciada nessa quarta-feira, após reunião de secretários de Governo, além de comandantes da PolÃcia Militar, do Corpo de Bombeiros e das chefias da PolÃcia Civil e do Gabinete Militar. De acordo com a nota conjunta assinada pelos parlamentares, que traz em seu teor uma nota oficial do Executivo mineiro, o débito será quitado integralmente no dia 21 de maio.
O Estado também assumiu o compromisso de pagar integralmente o abono-fardamento dos servidores da segurança juntamente com a primeira parcela dos vencimentos de junho. A continuidade dos repasses semanais para o Instituto de Previdência dos Servidores Militares do Estado de Minas Gerais (IPSM) também faz parte do acordo. Em relação à s recomposições inflacionárias e a volta do pagamento no quinto dia útil, que também faziam parte da pauta de reivindicações dos servidores, o governo de Minas informou em nota que trabalha em um “diálogo contÃnuo com o objetivo de construir um plano†para que eles sejam atendidos.
Como informou O tempo, sindicatos e associações das forças de segurança pública do Estado haviam convocado para amanhã uma manifestação seguida de audiência pública na Cidade Administrativa, sede do governo mineiro. A categoria chegou a cogitar a realização de uma passeata até a casa do governador Romeu Zema (Novo), na região da Pampulha, e planejar um protesto com cerca de 10 mil pessoas, contando com a participação de servidores do interior.
Após o anúncio de acordo, os servidores cancelaram o protesto, mas mantiveram a audiência pública, que agora será realizada durante reunião da Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), à s 13h, na mesma data. “Consideramos que houve um avanço na pauta. Dessa forma, vamos debater com mais tranquilidade e calma os avanços que tivermos em uma audiência pública na ALMGâ€, explicou o deputado estadual Sargento Rodrigues (PTB).
De acordo com o coordenador do movimento em defesa dos direitos dos policiais militares e civis, Domingos Sávio de Mendonça, o acordo não foi o esperado, mas permitiu avanços. “O acordo não foi o ideal, mas foi o possÃvel, e eu queria agradecer à equipe do governador por compreender que nós estávamos lutando por direitos, e não por privilégios e mordomias. Às vezes, fomos um pouco incisivos porque estávamos machucadosâ€, disse.
No dia 22 de fevereiro, enquanto deputados negociavam um acordo com Zema, em reunião na Cidade Administrativa, servidores fecharam a MG–010, principal via que liga a capital mineira ao aeroporto de Confins, nos dois sentidos, e queimaram caixões com adesivos do Partido Novo. A manifestação provocou descontentamento do governador, que alegou a quebra de acordo entre as partes e, naquele dia, encerrou as negociações.
