Idosos estão cada vez mais conectados a internet
Em Patos de Minas registramos vários casos de adaptação das tecnologias a vida na terceira idade
Em tempos de uso intenso das tecnologias, internet, redes sociais e troca de mensagens instantâneas, o crochê tem deixado de ser tão praticado pelas vovós. Antes, ele era uma atividade de passatempo para muitas idosas e era o estereótipo da vovó feliz. Hoje a coisa está um tanto quanto moderna entre os grupos da terceira idade.
Quando não está com o tablet na mão, Ivanilda dos Santos, de 65 anos, ela utiliza o computador. O monitor enorme facilita a visualização e é por ele que ela conversa com os amigos e familiares distantes. Antenada, dona Ivanilda acompanhou os filhos com o advento das tecnologias. E ela passou por todas as fases das redes sociais, com o já extinto Orkut, depois facebook e agora a nova mania, que é o aplicativo Whatsapp.
Curiosa, dona Ivanilda diz já ter aprendido muito pela internet e revela ter tirado muita coisa boa da rede, além de fazer pequenos negócios para complementar a aposentadoria. É que para as encomendas de crochê, ela pega os modelos na rede e envia por e-mail para o cliente aprovar.
Já o artista plástico, Baltazar Guimarães, o Zarico, que está prestes a completar 90 anos, tem a internet como uma fonte de informação e contato com os filhos e netos. E nessas pesquisas, o artista busca inspiração. Ele fez, por exemplo, uma série de quadros sobre as 7 maravilhas do mundo moderno. Além de buscar por imagens, seu Zarico, como assina as telas, gosta de exercitar a memória com jogos online.
Com o aplicativo de mensagens instantâneas, seu Baltazar e dona Ivanilda não desgrudam dos aparelhos celulares e participam dos grupos de familiares. Assim, a comunicação é rápida e eles não se sentem sozinhos. Nestes casos a modernidade da internet é aliada, companheira nas horas de solidão.
