Medicamentos ficam 6,4% mais caros a partir de sábado
Dona de casa patense reclama do alto custo mensal dos remédios , que agora fica ainda mais pesado
A moradora de Patos de Minas, Maria Abadia, tem 63 anos e vários problemas de saúde. Diabete, hipertensão, osteoporose e problemas na coluna. Ela toma quase 20 tipos de remédios diferentes todos os dias. De acordo com a dona de casa, só cinco deles são encontrados na farmácia popular. Os demais, a idosa tem que comprar, gastando mais de R$ 400,00 por mês, o que resulta em dificuldades financeiras. E dona Abadia assim como milhares de brasileiros, podem preparar o bolso, é que vem ai o reajuste no preço do remédio.
Segundo profissionais do setor, o reajuste será de 6,4%. A correção no preço é anual e leva em conta a inflação de fevereiro, tendo como base o Índice de Preço ao Consumidor Amplo (IPCA), além dos fatores de produtividade e de concorrência que são verificados através de levantamento realizado pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos - Cmed. Com data definida para 1º de abril, o preço máximo é tabelado pelo governo, no entanto as farmácias podem dar desconto nos medicamentos.
De acordo com o gerente de farmácia, Carlos Henrique Fernandes, reajuste vale apenas para medicamentos tarjados. A recomendação é para quem faz uso de remédios controlados por exemplo, que procurem comprar antes que a alta do preço aconteça, no dia 1º de abril.
