Ministério Público Federal firma acordos para resolver problemas de mau cheiro no Quebec
No total, foram estabelecidos quatro acordos entre os envolvidos, Copasa, Caixa Econômica Federal, Construtora Pizolato e Município
O Ministério Público Federal (MPF) celebrou quatro acordos na ação civil pública que apura a responsabilidade dos transtornos causados aos moradores dos residenciais Quebec I, II e III, em Patos de Minas, dentre outras irregularidades.
No local, foram construÃdas 884 residências, das quais, de acordo com a ação, cerca de 590 são imóveis impróprios para moradia, pois estão ao lago da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) de Patos de Minas. Diante disso, os moradores são expostos aos odores liberados pela estação e aos problemas à saúde fÃsica e mental causados a eles, em decorrência da estação.
No primeiro acordo trata da destinação do lodo produzido na ETE, que antes era transferido para o aterro sanitário de outro municÃpio, a 413km de distância. Agora, a Companhia encaminhará os resÃduos ao aterro sanitário de Patos de Minas.
No segundo, firmado entre o MPF, a Copasa e o municÃpio de Patos de Minas, deverá ser formado um grupo de voluntários que deverão ser treinados para "perceber e identificar o mau cheiro exalado da estação"; além da criação de um canal direto entre a comunidade e a companhia, com funcionamento 24 horas, a fim de serem registradas as reclamações.
O terceiro acordo, firmado com o MunicÃpio, diz respeito à saúde da população. Deverá ser realizada análise técnica a fim de identificar os impactos negativos sofridos pelos moradores e, na sequência, implantada uma rede de serviços e atendimentos médico-psicológico especializados para essas pessoas.
O quarto e último acordo, firmado entre o MPF, a Caixa Econômica Federal e a Construtora Pizolato, visa a contratação de uma empresa para realização de estudo diagnóstico da ETE e apresentação de um anteprojeto com medidas corretivas para eliminar ou reduzir os odores e, consequentemente, que possibilite a implantação de tais medidas.
