Patos de Minas registra 1º caso de transmissão autóctone de leishmaniose visceral canina, confirma Funed
Em comunicado, a coord. do Centro de Controle Zoonoses, Vanessa pereira disse que não é momento para alarme, mas para precaução
Patos de Minas registra primeiro caso de transmissão autóctone de leishmaniose visceral canina. A informação foi confirmada pelo laboratório da Fundação Ezequiel Dias (Funed), em Belo Horizonte.
Diante dessa situação, o protocolo estabelecido pela Superintendência Regional de Saúde, que será seguido pelo município, consiste em:
· realização de inquérito sorológico: teste em animais domésticos nos bairros circunvizinhos à residência onde houve a confirmação;
· pesquisa entomológica: identificação dos locais na cidade onde há presença do mosquito transmissor da doença, visando à pulverização com inseticida;
· testagem de animais sintomáticos de outros bairros.
A testagem em animais domésticos será realizada inicialmente me três bairros: Guanabara, Sobradinho e Jardim América. Entretanto, é necessário que donos de pets de toda a cidade estejam em alerta com relação a doença.
Em comunicado, a coord. do Centro de Controle Zoonoses, Vanessa pereira disse que não é momento para alarme, mas para precaução e que o município está intensificando as ações de vigilância, controle vetorial e educação da população.
A leishmaniose é transmitida pela picada de mosquitos flebotomíneos, principalmente do gênero Lutzomyia, destacando-se a espécie Lutzomyia longipalpis, conhecida popularmente como mosquito-palha, birigui ou tatuquiras. Esse mosquito prolifera em locais sombreados e com matéria orgânica úmida.
Para evitar sua proliferação, é importante manter os quintais limpos, recolhendo folhas, galhos e matéria orgânica, bem como recolher as fezes de animais diariamente. Além disso, é necessário eliminar resíduos sólidos orgânicos e dar destino adequado ao lixo, evitar sombreamento excessivo e eliminar fontes de umidade.
A vacina contra a leishmaniose está temporariamente suspensa em todo o território brasileiro. No entanto, existe tratamento para a leishmaniose visceral em animais. Ademais, com a identificação da doença, está disponível no mercado uma coleira que impede a transmissão.
