Pesquisas e Desafios da exploração do Diamante foram apresentadas no sexto Simpósio Brasileiro de Geologia
Durante o Simpósio, aconteceu o Fórum Brasileiro do Certificado Kimberley.
Durante cinco dias, estudos científicos e atividades de exploração do Diamante foram debatidos por pesquisadores e autoridades do Brasil, da Rússia, do Canadá e do Paraguai. O evento foi uma promoção da Sociedade Brasileira de Geologia e aconteceu no Teatro Municipal, em Patos de Minas. Foi também, a oportunidade de comemorar os 300 anos da descoberta do Diamante no Brasil. O Simpósio contou com o apoio do Instituto de Geociências da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), da Prefeitura de Patos de Minas, da CPRM – Serviço Geológico do Brasil e da Secretaria de Geologia, Mineração e Transformação Mineral do Ministério de Minas e Energia, e ainda com patrocínios de: Lipari, Geosol, Fiemg Regional Alto Paranaíba, Vendome Mines Pesquisas Ltda e Brasil Explore – Consultoria e Serviços em Exploração Mineral.
O presidente do Simpósio, Mário Chaves, observou que Patos de Minas foi escolhida por situar-se, estrategicamente, entre duas regiões produtoras de Diamante: Rio Abaeté e Coromandel. "Aqui estiveram grandes mineradoras no auge da exploração do diamante", comentou.
O presidente da SBG, Custódio Netto salientou que o simpósio debateu temas em relação às pesquisas e evolução do conhecimento na área de exploração mineral e ainda, comercialização em joalheira. Ele observou que o mundo ainda tem um grande potencial a ser explorado. Segundo ele, embora o Brasil tenha sido o primeiro produtor mundial de diamante em aluvião, durante 150 anos, somente agora surge a primeira atividade em mina primária.
Durante o Simpósio, aconteceu o Fórum Brasileiro do Certificado Kimberley, com a participação de representantes do Ministério de Minas e Energia, DNPM (Departamento Nacional de Produção Mineral) e CPRM – Serviço Geológico do Brasil. Na oportunidade, foram apresentados os desafios enfrentados pelo setor, especialmente, na região. O secretário de Geologia, Mineração e Transformação Mineral do Ministério de Minas e Energia, Samir Nahass, informou que o Ministério irá se empenhar na agilização dos processos para legalização de mineradoras no Brasil. "No entanto, existe uma lei que estabelece as condições para a exploração. Um dos pontos é que só pode explorar quem tem direitos outorgados pelo DNPM. Existem ainda uma série de outras condições colocadas pelo Kimberley que as empresas tem que cumprir", acrescentou.
Novos momentos
A exploração do Diamante, na região, sofreu mudanças no processo, através de técnicas sustentáveis, uso de equipamentos modernos e práticas de responsabilidade social. Com o intuito de fortalecer estas ações, foi criado o APL (Arranjo Produtivo) Diamante Alto Paranaíba, com representantes de empresas, cooperativas de garimpeiros e profissionais da área. O presidente da Fiemg Regional Alto Paranaíba, João Batista Nunes Nogueira comentou que já foram registrados resultados práticos em mineradoras da nossa região, com a recuperação ambiental de áreas exploradas. "Foi criada, também, uma nova metodologia que assegura à mineradora a condição de trabalhar em parceria com o garimpeiro e o proprietário da terra", disse. Segundo ele, a realização do Simpósio de Geologia em Patos de Minas possibilitou importantes conquistas para todo o setor no Brasil.
Foto: Eduardo Santoro
