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Polícia Civil conclui inquérito do homicídio de Breno, desaparecido há três meses em Patos de Minas

O corpo do jovem, de 21 anos, foi encontrado na última quarta-feira (21) em uma mata fechada na região de Arraial dos Afonsos

Admin2022-12-28Fonte: Paula Mota
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A Polícia Civil de Milas Gerais concluiu, nesta quarta-feira (28), o inquérito que apurou o homicídio de um homem de 21 anos, que estava desaparecido desde 21 de setembro de 2022 em Patos de Minas.


A vítima, Breno José Braga Fiúza, 21 anos, que mora em Patos de Minas desapareceu sem deixar rastro. Na época, nossa equipe conversou com a mãe do rapaz, que contou que ele saiu de casa sem informar aonde ia e não voltou mais. Um boletim de ocorrências chegou a ser registrado, mas a mulher estava desesperada, sem notícias do filho.


Por meio das investigações da Polícia Civil, concluiu-se que não se tratava de um desaparecimento, mas sim de caso de homicídio, e que o corpo da vítima poderia estar em uma área de Arraial dos Afonsos, na estrada Sumaré, em uma mata fechada. No dia 21 de dezembro, com o apoio do 8º Batalhão de Bombeiros Militar de Uberaba e do 12º Batalhão de Bombeiros Militar de Patos de Minas, a polícia civil encontrou o corpo de Breno enterrado na mata. Cães farejadores que atuaram nos resgates após a tragédia de Brumadinho também foram utilizados nas buscas para encontrar o corpo.


O inquérito já apontava que o jovem estava com mais duas pessoas, onde, por questões entre eles, os suspeitos atiraram diversas vezes contra a vítima, que caiu de uma altura de cerca de 10 metros, e depois enterrado o corpo. Os dois foram presos durante a Operação Covardes, realizada pela Polícia Civil de Minas Gerais. Na época, o corpo do jovem foi encaminhado ao IML em Patos de Minas para confirmação de DNA.


Já nesta quarta-feira (28), a Polícia Civil concluiu o inquérito das investigações. Ambos os suspeitos foram indiciados pelos crimes de homicídio triplamente qualificado (motivo torpe, traição dificuldade de defesa da vítima), e pelos crimes de organização criminosa armada, ocultação de cadáver e furto qualificado pelo concurso de pessoas. A pena pode chegar a mais de 30 anos de prisão.


A perícia civil também localizou pelo menos quatro disparos na vítima, sendo dois na área do abdômen e dois no crânio, próximo à nuca. As investigações continuam para identificar se houve a participação de outras pessoas no crime.