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Preços de alimentos recuam em Patos de Minas, mas vendas continuam em baixa

De acordo com varejistas, em relação ao mesmo período do ano passado, as vendas já caíram em cerca de 40%.

Admin2016-08-17Fonte: Michelle Marques - Gustavo Brito.
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Alguns alimentos registraram queda nos preços em Patos de Minas na última semana. Mas mesmo com os valores mais baixos, os consumidores não sentem alivio no bolso e varejistas se mostram preocupados com o cenário de menor movimentação nas vendas.

Os últimos meses foram de preços altos no varejo. Entre os alimentos, o feijão chegou a ter alta de 33% no mês de junho, logo após com as novas safras e mudanças nos climas de algumas regiões produtoras, houve queda. O mesmo aconteceu com o arroz e o leite que tiveram registros de aumento em cerca de 10%.

Os valores de diversos alimentos tiveram um recuo recentemente em Patos de Minas. Porém, as altas observadas nos últimos meses tiveram um impacto tão grande, que muita gente ainda não se deu conta da melhora nos preços, e a procura continua em menor proporção. No mês passado, a queda do setor de frutas foi puxada pelo mamão papaia (-55,3%), limão Taiti (-44,65), manga tommy (-40,3%), mamão formosa (-34,8%) e maracujá azedo (-25,6%). As principais altas foram da banana nanica (25,9%), pêra estrangeira rocha (17,7%) e abacaxi pérola (9,1%).

Já a alta no setor de verduras foi impulsionada pela alface  (103,6%), rabanete (66,7%), e espinafre (41,9%). As principais quedas foram da salsa (-36,9%), erva-doce (-21%), salsão (-20,8%), cebolinha (-16,6%) e brócolis (-13%).  O exemplo de que alguns produtos caíram de preço nas ultimas semanas pode ser  constatado pela batata, que estava sendo comercializada por R$ 5,00 o quilo, hoje está sendo vendido por aproximadamente R$ 2,00.

Em tempos de economia com retração, o consumidor se mostra bastante preocupado em poupar. A patense Iraides Gonçalves, faz compras diariamente em um varejão, sempre de olho nos preços, ela disse que aproveita as ofertas e tem levado para casa verduras com preços mais acessíveis. Entretanto, nem todos estão aproveitando as ofertas. De acordo com o varejista Gilmar Martins a crise acabou dificultando as vendas, até mesmo com os preços em baixa. Segundo ele, em relação ao mesmo período do ano passado, as vendas já caíram em cerca de 40%.