Prefeitura de Lagoa Formosa identifica irregularidades em clínica de reabilitação
Um relatório será elaborado junto ao Ministério Público e, posteriormente, encaminhado à justiça
Na última segunda-feira (23), internos da clÃnica de recuperação, ClÃnica Reviver, em Lagoa Formosa, fugiram do local e denunciaram funcionários por maus tratos. O caso é acompanhado pelo Ministério Público e pelas Secretaria de Saúde e de Assistência Social de Lagoa Formosa.
Os internos deixaram a clÃnica de reabilitação, que fica na BR-354, entre Lagoa Formosa e Patos de Minas, pois segundo eles, estavam sendo vÃtimas de maus tratos, agressões e tortura psicológica. Em nota, através de advogado, a ClÃnica Reviver informou que durante a fuga dos 13 pacientes, eles agiram de modo violento, ameaçaram os funcionários com barras de ferro e uso de força. Ainda segundo a direção, os colaboradores da ClÃnica passam rotineiramente por treinamentos e afirmam que nunca promoveram atos de agressão fÃsica aos internos, nem mesmo durante a fuga. Afirmou ainda que mantém contato e presta informações ao Ministério Público de Minas Gerais, por meio da Primeira Promotoria de Patos de Minas, e que atua estritamente dentro do dever legal.
De acordo com o Ministério Público, foi feita requisição para apuração dos fatos e o caso foi encaminhado para a delegacia. Além disso, já havia sido instaurado um procedimento e requisitada diligência por meio da Prefeitura de Lagoa Formosa. A Vigilância Sanitária realizou uma inspeção e constatou irregularidades, mas, ainda não havia remetido o laudo. Ainda segundo o MP, havia uma preocupação e por isso a necessidade de verificar o trabalho da clÃnica. Foi solicitada à secretária municipal de saúde que fosse avaliada a possibilidade de uma interdição administrativa, conforme o que for apurado pela autoridade policial.
A prefeitura de Lagoa Formosa informou que através da Secretaria de Saúde e da Secretaria de Assistência Social realiza um trabalho desde junho na clÃnica. Foram realizadas duas inspeções por psicóloga, enfermeira, assistente social e fiscais sanitários. Informou ainda que foi realizada uma reunião com o promotor de justiça Rodrigo Tauffik para discussão dos problemas identificados e um relatório com as irregularidades está em processo de elaboração. Após o término será encaminhado à 1ª promotoria de justiça de Patos de Minas. Em relação aos maus tratos denunciados na matéria, não houve nenhuma denúncia ou reclamação por pacientes ou familiares.
