Prefeitura de São Gonçalo de Abaeté publica nota sobre greve de professores
Esta foi a primeira vez que os profissionais da educação do município paralisaram as atividades
Após o início da greve dos professores das escolas da rede municipal de ensino da cidade de São Gonçalo do Abaeté, no dia 18 de abril, a primeira da história do município, a prefeitura publicou nota esclarecendo alguns pontos do que foi informado pelo movimento grevista.
De acordo com o texto enviado a redação do Patos Já, a rede de ensino conta com 89 professores, sendo 60 efetivos e 29 designados. Segundo a nota, houve adesão de apenas 35% da categoria e que a paralisação atingiu apenas algumas escolas da sede, onde a Creche Municipal e a Escola de Ensino Especial Esperança de Vida realizam suas atividades normais, além das quatro escolas localizadas na rede rural.
A nota segue afirmando que o reajuste oferecido aos professores corresponde ao aumento oferecido pelo Ministro da Educação, Mendonça Filho que se contabilizou no reajuste salarial para docentes de 7,64%. A razão para isso, segundo o texto, é que este valor percentual está no índice em que se encontra a folha de pagamento dos funcionários, que é controlado e cobrado pelo Tribunal de Contas.
Com relação a proibição de panfletagem, alegada pelos professores, a prefeitura se defende afirmando que algumas professoras, após reunião do dia 17, foram às escolas para organizar a paralisação e produziram bilhetes escolares para serem enviados aos pais, porém não havia sequer assinatura ou referência a quem havia noticiado a paralisação. Desta forma, em apenas uma escola, os bilhetes foram recolhidos, mas que em momento algum se negou o direito aos professores de paralisação.
A nota também diz que algumas mães e crianças afirmaram que no de 19 de abril, alunos que iam para escola foram parados por professores que diziam que não havia aulas nas escolas. "O direito de paralisar dos professores não foi tirado. Os alunos que foram as escolas foram atendidos durante todo o período com a equipe que estava na escola em trabalho diário", conclui o texto.
A paralisação teve duração de apenas dois dias (18 e 19 de abril). De acordo com os professores, a greve poderá ser retomada após a regularização do sindicato da categoria, que está em andamento. A decisão de voltar a sala de aula foi orientada por um assessor jurídico dos educadores.
