Representantes da Azul não comparecem a reunião do Ministério Público
O MP convocou uma reunião com autoridades, mas os representantes da empresa não compareceram para dar explicações
Depois e investir alto para regularizar e homologar o Aeroporto de Patos de Minas junto a Anac, a população patense foi surpreendida com a decisão da empresa, Azul Linhas Aéreas, de reduzir para apenas um voo semanal, a linha entre Patos de Minas e Belo Horizonte. A alegação da empresa, refere-se a questões comerciais e financeiras diante da crise econômica.
O Ministério Público Federal, que já havia instaurado um inquérito civil público para investigar a atuação da Azul na cidade, convocou uma reunião com autoridades do município, mas os representantes da empresa não compareceram para dar explicações. Segundo o Procurador da República, Marcelo Lage, o entendimento do MP é de que o serviço de transporte aéreo é público e deve ser prestado de forma contínua.
Além de todo o investimento já realizado, a Prefeitura de Patos de Minas gasta cerca de R$ 40.000,00 por mês, para manter o aeroporto funcionando. Com apenas um voo semanal, a manutenção do serviço pode se tornar inviável. A justificativa da empresa aérea é de que a demanda região não tem sido suficiente para manter os voos. Mas o procurador do município, Claudio Magalhães, contesta a alegação, afirmando que o número de passageiros tem crescido nos últimos meses.
O Ministério Público Federal, vai convocar novamente os representantes da Azul para prestar esclarecimentos.
