Seca castiga lavouras de café na região do Cerrado
Na região de Patos de Minas, os prejuízos devem ficar em torno de 40%.
No cerrado mineiro está faltando água até para as lavouras de café irrigadas. Devido a seca os agricultores terão apenas mais uma semana para fazer irrigação de emergência e depois disso terão que contar com a ajuda de São Pedro. As perdas da safra de 2015 serão consideráveis a estimativa é de 50% em todo o Estado de Minas Gerais, maior produtor de café arábica do Brasil.
As elevadas temperaturas têm causado estragos nas lavouras de café em plena época de florada, etapa crucial para permitir um bom potencial produtivo, a umidade baixa pode se refletir em uma nova quebra de safra em 2015/16. Já que há necessidade de precipitações para manter a umidade no solo e garantir a efetiva transformação das flores em frutos. Em uma propriedade no Município de Patos de Minas, mesmo nas áreas irrigadas os prejuízos já são estimados em torno de 40%.
Minas Gerais é o maior produtor de café do Brasil, apenas 1/4 das lavouras contam com os sistemas de irrigação por pivô ou gotejo. O Córrego da Divisa na região de Barreiras praticamente secou e deverá atender o sistema de irrigação na lavoura de café de cerca de 500 hectares por poucos dias. A expectativa é de que as chuvas do próximo mês não sejam suficientes para normalizar os níveis dos reservatórios.
Com a estiagem e perspectivas negativas as cotações do café no mercado internacional têm registrado altas expressivas, mas que não se efetivaram no mercado físico. Segundo o presidente da Associação dos Cafeicultores de Patos de Minas e região, a expectativa é de que a saca de café supere os R$ 600,00.
Millene Mesquita/Odair Cardoso.
