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Secretaria de saúde nega atendimento médico a crianças que moram em casas invadidas

Segundo o município, as casas não existem e portanto os invasores não podem ser atendidos

Admin2016-07-13Fonte: Marília Borges - Foto: Daniel Soares.
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Moradoras das casas invadidas no conjunto habitacional do Bairro Jardim Esperança estão revoltadas. Elas reclamam que levam os filhos na unidade de saúde e não recebem atendimento. A justificativa da recusa segundo as mães, está no fato de que as famílias residem em área de invasão.

Durante todo o pré-natal as mães receberam assistência médica, mas após darem a luz se viram desamparadas. Ao buscarem atendimento no posto mais próximo das residências, elas dizem que a agente de saúde afirmou não ser possível prestar os atendimentos, sob o argumento de que a secretaria de saúde deu ordem para não cadastrar moradores do conjunto habitacional invadido.

De acordo com coordenação da Secretaria Municipal de Saúde, perante à Prefeitura as casas invadidas não existem, já que elas não foram entregues. Desta forma, as enfermeiras dos postos de saúde foram orientadas a prestar os primeiros atendimentos à população, porém não há a possibilidade de atendimento médico, já que não existe a documentação necessária, como comprovante de endereço por exemplo. Pelo mesmo motivo, o local também não dispõe de agentes de saúde.