Sem-teto denunciam uso de veículos do município em mudança de Sem-terra
Eles acusam que caminhões e funcionários da Prefeitura de Patos de Minas teriam realizado a mudança de invasores do Esperança
Após as 100 casas serem invadidas no Bairro Jardim Esperança IV, diversos sem teto invadiram lotes vagos do município no mesmo bairro. Sem estrutura, eles reclamam do abandono por parte das autoridades e denunciam que caminhões da Prefeitura estariam sendo usados para serviços particulares.
São dezenas de famílias que estão acampadas em frente a um Posto de Saúde “inacabado”, desde o dia 12 de julho. Eles mesmos fizeram a divisão, que seguem os padrões das casas populares. A maioria das pessoas que estão nas casas populares, estavam acampadas na Fazenda Experimental de Sertãozinho.
Durante a reintegração de posse na EPAMIG, na quarta-feira, caminhões, tratores e funcionários da prefeitura deram apoio à operação. Mas, segundo os moradores do bairro, que estão acampados nos lotes do município, caminhões e funcionários da Prefeitura estariam fazendo nesta quinta- feira (16), a mudança de integrantes do movimento sem terra para o novo endereço, causando indignação, no que eles acreditam ser uma atitude de apoio da prefeitura aos invasores das casas populares.
Os sem teto alegam que o local invadido está abandonado há muito tempo, e que a maioria já fez inscrição para casas populares, mas, nunca conseguiram nada. Ainda conforme os invasores, o local servia para proliferação de animais e era utilizado para uso de entorpecentes. Sem água, luz, nem banheiro, as mães temem pela saúde das crianças. Eles cobram providências das autoridades, reclamando que não receberam até agora nenhum apoio da prefeitura.
Em nota, a prefeitura de Patos de Minas informou que a mudança não foi realizada para o endereço onde estão as famílias que ocuparam as 100 moradias do Jardim Esperança, e sim para a rua Padre Bento Engemann, no bairro Sol Nascente, que fica próximo as moradias invadidas.
Em relação a ocupação dos lotes, a resposta da administração municipal, diz que o Município já entrou com o pedido de reintegração de posse na 1ª Vara Cível, e tão logo haja uma decisão o governo agirá na desocupação dos lotes públicos.
