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Suspeito de homicídio dá entrada em hospital com disparo de arma de fogo na mão

A polícia o identifica como principal suspeito do homicídio de Geórgia Stefani de Oliveira Souza, no bairro Coração Eucarístico

Admin2023-03-06Fonte: NTV
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Por volta da meia-noite de domingo (5), a Polícia Militar foi até o Hospital Regional para uma ocorrência de lesão corporal ocasionada por disparo de arma de fogo.

 

Em contato com a vítima, o homem, 17 anos, relatou que estava no local conhecido por “vistas”, situado no bairro Afonso Queiroz e, ao transitar em sua motocicleta próximo a caixa d’água situada na avenida principal do bairro, percebeu quando uma motocicleta, se aproximou dele e, sem qualquer motivo aparente, efetuou seis disparos com uma arma de fogo em sua direção.

 

O jovem foi atingido nos dedos indicador e médio da mão esquerda. Após ser ferido, fugiu sentido centro da cidade, com direção ao Hospital Regional, onde foi socorrido.

 

A polícia o identifica como principal suspeito do homicídio de Geórgia Stefani de Oliveira Souza, 23 anos, baleada na cabeça por dois homens em uma motocicleta no bairro Coração Eucarístico, na noite de 23 de fevereiro de 2023.

 

Nas imediações do hospital, a motocicleta a qual a vítima alegou chegar até o hospital, não haviam sinais de disparo de arma de fogo e nem sangramento no punho esquerdo condizente com as lesões, fato este incompatível com o relato da vítima.

 

Questionado sobre como conseguiu conduzir a motocicleta até o hospital sem o uso da embreagem, uma vez que sua mão esquerda estava lesionada, a vítima relatou que, mesmo com a lesão, conduziu a motocicleta somente com uma das mãos e passou as marchas da motocicleta sem o uso da embreagem.

 

A médica de plantão do Hospital Regional, relatou que, após análise das lesões, ela concluiu que a direção do projetil que atingiu a mão da vítima foi da direita para a esquerda, sendo atingido primeiro o dedo indicador e depois o dedo médio, sendo dilaceradas as falanges distal e proximal de ambos os dedos, lesões estas compatíveis com um disparo feito pela própria vítima, não condizente com a história apresentada.

 

No local indicado pela vítima como o local dos disparos, após fazer buscas, não foram encontradas câmeras de segurança, bem como testemunhas que pudessem comprovar a versão apresentada por ele.

 

A própria descrição repassada pelo médico que atendeu a vítima indica a real possibilidade de disparo acidental. Soma-se a isso a não indicação de característica de roupas ou físicas dos possíveis autores, mas sua convicção em afirmar que se tratava de um revólver.