Transportadores de combustíveis e de derivados de petróleo poderão paralisar atividades nos próximos dias em MG
A medida é em protesto a cobrança do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) de 2024 a partir do mês de janeiro
Transportadores de combustíveis e de derivados de petróleo de Minas Gerais vêm se mobilizando e poderão paralisar suas atividades nos próximos dias, em protesto contra a cobrança do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) de 2024 a partir do mês de janeiro.
Segundo o presidente do Sindtanque-MG, Irani Gomes, a insatisfação entre os transportadores é geral. “Janeiro é um mês de muitos gastos, tanto para os transportadores quanto para as famílias. Cobrar o IPVA logo no início do ano é uma maldade do governo Zema”, protesta.
De acordo com a Resolução 5.737, da Secretaria de Estado de Fazenda de Minas Gerais (SEF/MG), publicada no Diário Oficial de 5/12, a escala de pagamentos da primeira parcela ou cota única começa em 15 de janeiro, para os veículos com finais de placas 1 e 2, e termina em 22 de março, para a quitação da terceira parcela dos veículos com finais de placas 9 e 0.
A expectativa do governo é de arrecadar R$ 10,6 bilhões com o imposto em 2024, ou seja, R$ 500 milhões a mais, se comparado ao IPVA de 2023. Do total arrecadado, 40% vão para o caixa único do Estado, outros 40% são destinados aos municípios de emplacamento dos veículos e 20% vão para o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb).
Mesmo com uma arrecadação bilionária, Minas é um dos piores estados do Sudeste no que diz respeito à infraestrutura da malha rodoviária. “Entra governo e sai governo e as rodovias do estado continuam precárias, mal sinalizadas, cheias de buracos e sem acostamento. Isso é um absurdo”, critica o presidente do Sindtanque.
