Transportadores de Patos de Minas não devem parar atividades após alta dos combustíveis
Segundo o Presidente da ATP não é descartada ações nos próximos dias
Nesta sexta-feira (11), após a alta dos combustÃveis anunciada pela Petrobras, caminhoneiros por alguns pontos do Brasil decidiram paralisar as atividades em forma de protesto. Em Patos de Minas não há manifestação ou paralisação de programada após a alta.
Procurado pelo jornalismo do PatosJá, Reginaldo Nunes que é Presidente da Associação dos Transportares Patenses (ATP), em Patos de Minas não há previsão de que aconteçam manifestações ou paralisações. A classe, por hora, decidiu aguardar os próximos passos que o Governo Federal dará quanto o reajuste. Porém, segundo Reginaldo, ações podem ocorrer, mas serão de grupos e de formas isoladas.
Com o aumento, o preço médio de venda da gasolina da Petrobras para as distribuidoras passa de R$ 3,25 para R$ 3,86 por litro. Para o diesel, o preço médio de venda da Petrobras para as distribuidoras sobe de R$ 3,61 para R$ 4,51 por litro. No caso do gás liquefeito de petróleo (GLP), o preço médio de venda para as distribuidoras sobe de R$ 3,86 para R$ 4,48 por quilo (kg), equivalente a R$ 58,21 por 13kg, refletindo reajuste médio de R$ 0,62 por kg.
Caso o aumento não seja revisto e atitudes para minimizar os impactos a eles sejam tomadas, o presidente da ATP não descarta a possibilidade de união dos transportadores por meio de atos que comprovem as indignações.
De acordo com o informado pelo jornal Estado de São Paulo, o assessor da presidência da Confederação Nacional de Transportadores Autônomos (CNTA) afirmou que a ação dos trabalhadores acontece de por meio de paralisação técnica e sem bloqueios nas estradas. Ainda, segundo a CNTA “o aumento fez com que o sistema entrasse em colapsoâ€. O aumento aconteceu após 57 dias sem reajuste, desta vez o valor terá aumento de 25% do diesel e de 19% da gasolina vendida à s distribuidoras.
Vale lembrar que o presidente Jair Bolsonaro disse que
sancionará ainda nesta sexta-feira (11) o projeto de lei (PL) que prevê a
cobrança em uma só vez do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços
(ICMS) sobre combustÃveis, inclusive importados. O texto, aprovado na madrugada
desta sexta-feira, na Câmara dos Deputados, e um pouco antes no Senado, prevê
que a cobrança seja feita com base em alÃquota fixa por volume comercializado e
única em todo o paÃs.
Bolsonaro citou o óleo diesel, que teve o maior percentual de aumento, e disse
que, após a sanção do projeto de lei, o preço do produto deve cair nas bombas
dos postos de gasolina. "No final das contas, o governo entra com
aproximadamente R$ 0,30; os governadores, com R$ 0,30, e o contribuinte, com os
outros R$% 0,30. Logo mais, terei sancionado o projeto, e o reajuste anunciado
pela Petrobras no dia de ontem passa de R$ 0,90 para R$ 0,30 na bomba. Eu
lamento apenas a Petrobras não ter esperado um dia a mais para realizar esse
reajuste", disse o presidente.
