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Transportadores de Patos de Minas não devem parar atividades após alta dos combustíveis

Segundo o Presidente da ATP não é descartada ações nos próximos dias

Admin2022-03-11
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Nesta sexta-feira (11), após a alta dos combustíveis anunciada pela Petrobras, caminhoneiros por alguns pontos do Brasil decidiram paralisar as atividades em forma de protesto. Em Patos de Minas não há manifestação ou paralisação de programada após a alta.

Procurado pelo jornalismo do PatosJá, Reginaldo Nunes que é Presidente da Associação dos Transportares Patenses (ATP), em Patos de Minas não há previsão de que aconteçam manifestações ou paralisações. A classe, por hora, decidiu aguardar os próximos passos que o Governo Federal dará quanto o reajuste. Porém, segundo Reginaldo, ações podem ocorrer, mas serão de grupos e de formas isoladas.

Com o aumento, o preço médio de venda da gasolina da Petrobras para as distribuidoras passa de R$ 3,25 para R$ 3,86 por litro. Para o diesel, o preço médio de venda da Petrobras para as distribuidoras sobe de R$ 3,61 para R$ 4,51 por litro. No caso do gás liquefeito de petróleo (GLP), o preço médio de venda para as distribuidoras sobe de R$ 3,86 para R$ 4,48 por quilo (kg), equivalente a R$ 58,21 por 13kg, refletindo reajuste médio de R$ 0,62 por kg.

Caso o aumento não seja revisto e atitudes para minimizar os impactos a eles sejam tomadas, o presidente da ATP não descarta a possibilidade de união dos transportadores por meio de atos que comprovem as indignações.

De acordo com o informado pelo jornal Estado de São Paulo, o assessor da presidência da Confederação Nacional de Transportadores Autônomos (CNTA) afirmou que a ação dos trabalhadores acontece de por meio de paralisação técnica e sem bloqueios nas estradas. Ainda, segundo a CNTA “o aumento fez com que o sistema entrasse em colapso”. O aumento aconteceu após 57 dias sem reajuste, desta vez o valor terá aumento de 25% do diesel e de 19% da gasolina vendida às distribuidoras.

Vale lembrar que o presidente Jair Bolsonaro disse que sancionará ainda nesta sexta-feira (11) o projeto de lei (PL) que prevê a cobrança em uma só vez do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre combustíveis, inclusive importados. O texto, aprovado na madrugada desta sexta-feira, na Câmara dos Deputados, e um pouco antes no Senado, prevê que a cobrança seja feita com base em alíquota fixa por volume comercializado e única em todo o país.

Bolsonaro citou o óleo diesel, que teve o maior percentual de aumento, e disse que, após a sanção do projeto de lei, o preço do produto deve cair nas bombas dos postos de gasolina. "No final das contas, o governo entra com aproximadamente R$ 0,30; os governadores, com R$ 0,30, e o contribuinte, com os outros R$% 0,30. Logo mais, terei sancionado o projeto, e o reajuste anunciado pela Petrobras no dia de ontem passa de R$ 0,90 para R$ 0,30 na bomba. Eu lamento apenas a Petrobras não ter esperado um dia a mais para realizar esse reajuste", disse o presidente.