Violência, medo e furtos em cartão-postal Patense
Além dos crimes cometidos nas redondezas da Lagoa Grande , os comerciantes estão revoltados em relação aos andarilhos que montam suas moradas na orla.
A partir do momento que os passeios pelo principal ponto turístico da cidade se tornam perigosos há algo de errado. Casais não têm coragem, praticantes de atividades físicas dispersam ao cair da noite. A iluminação ajudou, porém o medo é a constante de quem ande ou pense em ir às proximidades da Lagoa Grande.
Na noite de ontem, a lanchonete de Abel Viana Silva de 56 anos, localizada nas imediações da lagoa - no cruzamento da rua Sergipe com a avenida Piauí - foi invadida. Segundo ele, o estabelecimento foi fechado às 00h15 e na altura das 3h30 o alarme foi disparado. O sistema de alarmes da lanchonete mandou o alerta a ele. Quando chegou, já haviam mototaxistas – que trabalham num plantão próximo ao estabelecimento - na frente do local, que contataram a polícia.
As buscas pelo suspeito terminaram com a prisão dele no Bairro Vila Rosa. Abel ainda não sabe o valor do prejuízo, mas conta que nos últimos oito anos, essa é a segunda vez que esse tipo de situação acontece com ele. Porém, Abel não é o único comerciante que está indignado em relação aos andarilhos que montam suas moradas na orla da lagoa.
Outros proprietários também contam que a situação está crítica, ao ponto de ameaçarem aqueles que não aceitarem dar ajuda a eles. Leonardo Henrique de Deus, dono de lanchonete na esquina da rua Ouro Preto com a avenida Piauí conta que a perturbação causada pelos andarilhos vai desde a insistência em pedir até o mau cheiro que se acumula com as necessidades cotidianas deles e questiona “queria ver se fosse na frente da casa ou estabelecimento de quem tem poder. Com certeza alguma coisa seria feita”.
