Zema vai entregar o estado com mais dívidas do que recebeu em 2019
Em 2020, Minas celebrou acordo com a União abrindo mão de R$ 126 bilhões
A gestão de Romeu Zema (Novo) teve mais recursos disponÃveis e contou com a suspensão do pagamento da dÃvida com a União. Por outro lado, vai entregar o governo ainda mais endividado. Os dados, disponÃveis no portal Transparência MG, apontam que a principal promessa de campanha do governador em 2018, o equilÃbrio das contas públicas, não foi cumprida.
A dÃvida de Minas chega a R$173 bilhões, descontadas as amortizações e serviços. O maior crescimento nominal ocorreu com Zema no governo, em cerca de R$50,3 bilhões, ou seja, mais do que em quatro anos de governo Pimentel (PT), quando a dÃvida cresceu R$31,6 bi.
A explicação é que a maior parte, a dÃvida com a União, foi suspensa graças a uma liminar obtida no final do governo Pimentel, em 2018. A suspensão do pagamento de cerca de R$ 40 bilhões aos cofres federais permitiu, a partir de 2021, pagar os vencimentos dos servidores em dia. Por outro lado, o serviço público teve os salários congelados.
“No futuro, essa dÃvida vai ter que ser paga e pouco importa se ela vai ser postergada para daqui seis, nove ou 30 anos. O que todo esse movimento permite é delongar o montante da dÃvida, transferir para governos futurosâ€, pontua o economista e auditor fiscal Marco Túlio da Silva, vice-presidente da Associação dos Funcionários Fiscais do Estado de Minas Gerais (AFFEMG).
