Acusado de homicídio ocorrido em 2013 no Jardim Esperança é julgado
O réu matou um jovem de 19 anos em uma confraternização, na porta da casa da vítima
O Tribunal do Júri se reuniu nessa quarta-feira (30), para o julgamento de um crime que aconteceu em setembro de 2013 no Bairro Jardim Esperança. Um rapaz de 19 anos foi atingido por um disparo de arma de fogo e morreu no momento de uma confraternização familiar. O Ministério Público pede a condenação do réu por homicídio qualificado.
Romário Rodrigues Andrade, de 21 anos foi a julgamento nessa quarta-feira. Ele é acusado de ter efetuado o disparo que matou o jovem de 19 anos Olinto Lucas Benedito no dia 8 de setembro de 2013 no Bairro Jardim Esperança. Com a foto de Olinto estampada em camisetas a família compareceu ao Tribunal em busca de justiça e optou por não falar com a imprensa.
De acordo com a Promotora de Justiça Vanessa Dossualdo Freitas, a vítima estava na porta da sua residência confraternizando com seus parentes, momento em que o réu chegou acompanhado de um adolescente e iniciou uma briga com um amigo da vítima, que interveio pedindo para que a discussão parasse, por que não ia deixar que o acusado batesse em seu amigo. Neste momento o réu teria dado três passos para trás, mirou e disparou por duas vezes, sendo que um deles transfixou o coração da vítima, que teve morte quase instatânea.
A denúncia do Ministério Público é para a condenação de Romário por homicídio qualificado, com motivação torpe. A defesa do acusado que é feita pelo advogado Dr. Gustavo Virgílio, alegou legítima defesa. Segundo ele, o réu informou que estaria sofrendo ameaças de morte por pessoas que teriam matado o seu irmão. A defesa ainda trabalha com a defesa de que a irmã do reú teria sido assaltada por uma pessoa que estava na confraternização e que ele foi ao local exigir que os objetos levados, fossem devolvidos. Para a defesa o acusado atirou por legitima defesa, pois estava sendo agredido e corria risco de morte.
Durante o momento de acusação a Promotora de Justiça Vanessa Dossualdo descartou a tese de legítima defesa para o caso. Nos autos constam que as testemunhas ouvidas, disseram que hora nenhuma a vítima avançou em agressão contra o atirador.
Romário Rodrigues Andrade que estava preso desde o crime, foi julgado e condenado a sete anos e seis meses em regime semi-aberto.
