Acusado de tentar matar esposa dentro de igreja é condenado a 05 anos de prisão
O Ministério Público esperava pena de 08 anos e deve recorrer da decisão.
Foi a segunda vez que Edvaldo Rodrigues dos Santos, sentou no banco dos réus para ser julgado pela tentativa de homicídio contra a ex-esposa. O primeiro julgamento foi realizado em 2012 e na época o Ministério Público não concordou com a decisão dos jurados e recorreu para o Tribunal de Justiça.
O crime aconteceu em outubro de 2009. Edvaldo teria agredido a ex-esposa Rosângela Pereira dos Santos, que estava em um culto evangélico, onde ele atirado contra a mulher. O acusado estava acompanhado com a filha do casal e iniciou uma discussão querendo reatar o relacionamento. A vítima disse que não tinha mais nada a conversar e que se ele insistisse acionaria a Polícia. Nessa hora ele pegou a mulher pelos cabelos, arrastou para trás do palco onde aconteceu o culto e atirou na vítima atingindo a parte de trás da orelha e enquanto mirava a cabeça da ex, uma testemunha avançou contra o autor e o tiro atingiu uma das mãos da vítima. Outros quatro tiros foram disparados por ele, mas não acertaram mulher.
Edvaldo Rodrigues foi denunciado pelo Ministério Público, por tentativa de homicídio qualificada. A defesa alegou no entanto, que o réu não teve a intenção de matar a ex. O defensor público Walner Dias, argumentou que o crime não foi tão grave quanto parece. Segundo a defesa, o acusado estava com a filha e quando foi devolver, iniciou-se uma discussão por que ele queria ir na casa da ex e ela não permitia. E que nesse momento, outros se interviram de forma violenta contra o réu, motivo pelo qual os ânimos foram acirrando ainda mais e ele começou a puxá-la pelo braço e os cabelos tendo ela caído e ele agredido. A defesa alegou ainda que o homem que andava armado por ter cometido um crime em Janaúba, efetuou os vários disparos mas sem o desejo de atingir a vítima.
A decisão final resultou na condenação de Edvaldo Rodrigues dos Santos, em 05 anos que deverão ser cumpridos na forma de regime fechado. O Ministério Público esperava pena de 08 anos e irá recorrer da decisão.
