Agente da Polícia Civil preso durante Operação 'Nêmesis' é ouvido pelo Ministério Público
O depoimento aconteceu na tarde desta quinta-feira
Alguns presos durante a Operação 'Nêmesis', deflagrada no dia 24 de setembro pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Patos de Minas, com apoio da PolÃcia Militar em cidades do Triângulo Mineiro, Alto ParanaÃba e estado de São Paulo, foram ouvidos pelo Ministério Público nesta quinta-feira (3). O agente da PolÃcia Civil, conhecido como Dão, foi um dos interrogados.
Durante a operação, 40 pessoas foram presas por mandado de prisão e seis pessoas foram presas em flagrante. A polÃcia ainda apreendeu 33 veÃculos, 133 celulares, oito armas de fogo, 50 computadores e R$ 265.456,95. Os presos estão sendo investigados pelos crimes de homicÃdio, falsidade ideológica, corrupção e roubos.
A operação contou com o apoio das unidades de Uberlândia, Uberaba e Belo Horizonte e da PolÃcia Militar, em 15 cidades do estado de São Paulo e Minas Gerais. Na nossa região as ações foram realizadas nas cidades de PatrocÃnio, Presidente Olegário, e em Patos de Minas, onde inclusive foi preso o agente da PolÃcia Civil, João Valdemar Cansado Pacheco, mais conhecido como Dão da civil, por suposta participação em organização criminosa, se valendo do crime para obter lucro.
De acordo com o Promotor de Justiça, Paulo César Freitas, no decorrer desta semana foi iniciado o chamado trabalho de cartório. “Estamos fazendo abertura de lacres, analisando as provas apreendidas, e ouvindo testemunhas e investigadosâ€, afirmou o promotor. Os depoimentos começaram nesta quinta-feira, além do Dão, foram ouvidos os presos de outras comarcas, como São Paulo e Belo Horizonte, e testemunhas de Patos de Minas. Após ser ouvido, Dão retornou para a casa de custódia, em Belo Horizonte.
Os conteúdos dos depoimentos não foram revelados. “Nos próximos 15 dias nós estaremos oferecendo a denúncia, essa denúncia se torna pública, e quem tiver interesse pode ter acesso a algumas dessas versões. Será depurado quem será processado ou não, e quem deve permanecer presoâ€, concluiu o chefe do GAECO de Patos de Minas.
