Após 17 anos, acusado de homicídio é condenado em Patos de Minas
O crime aconteceu em um prostíbulo, no Bairro Jardim Paulistano em 1998
Na tarde desta terça-feira (4), um cearense foi a júri popular em Patos de Minas. Ele é acusado de ser o autor de um homicídio registrado à 17 anos em uma casa de prostituição no Bairro Jardim Paulistano. O réu foi preso há um ano e dois meses em Três Pontas durante blitz de trânsito porque estava dirigindo sem ter habilitação.
O cearense Reginaldo Alves Freitas de 49 anos, foi a júri popular em Patos de Minas. Ele é acusado de ter matado na madrugada do dia 30 de abril de 1998 em uma casa de prostituição, Anderson Rodrigues Viana na época com 32 anos. Segundo a Promotora Drª. Vanessa Dossualdo Freitas, o autor teria matado a vítima com três tiros na cabeça e sem motivo. Ambos estavam no prostíbulo, quando Reginaldo Alves, sacou uma arma de fogo e começou a atirar. Todos saíram correndo do local e apenas Anderson permaneceu alí, até que foi alvejado pelos disparos.
Nos depoimentos anteriores Reginaldo negou a autoria do crime, mas, durante o julgamento causou surpresa ao mudar a versão e assumir a autoria do homicídio. Quatro testemunhas já haviam reconhecido o autor. A acusação feita pelo Ministério Público buscou a condenação do réu por homicídio duplamente qualificado.
A defesa, no entanto, trabalhou para tentar retirar as qualificadoras. Conforme o advogado de defesa, Dr. Marcius Wagner, a vítima poderia ter saído do local quando percebeu que havia um atirador ameaçando a todos. Outra situação, é de que mesmo o réu confessando a autoria do crime, a defesa defendeu a tese de que ele fosse condenado por homicídio simples.
Ao final, Reginaldo Alves Freitas, foi condenado por homicídio duplamente qualificado a 13 anos de prisão em regime fechado, onde cumprirá um sexto da pena e o restante em semiaberto.
