Famílias invasoras devem deixar casas do Esperança IV até 6 de outubro
A reintegração de posse foi definida em reunião entre o Ministério Público e as partes envolvidas
O impasse das invasões às casas do conjunto habitacional no Bairro Esperança IV, pode estar no fim. Após mais de um ano desde as primeiras ocupações, as famílias que insistem em permanecer no local devem deixar as unidades até o início do próximo mês. Uma reunião entre o Ministério Público e as partes interessadas, foi realizada nesta sexta-feira (09), para determinar como será feita a reintegração de posse.
O encontro para dar um ponto final a questão, contou com a participação do Promotor Paulo Cesar Freitas, o Comandante da Polícia Militar, Tenente Coronel Azevedo, representantes dos moradores, prefeitura de Patos de Minas e também da construtora Máxima Engenharia, responsável pela obra. Ficou definido que as famílias devem deixar as residências até o dia 6 de outubro de 2016.
A primeira ocupação das casas aconteceu no mês de julho de 2015. Na época as 100 unidades inacabadas que seriam destinadas a famílias que estavam em área de risco e reserva ambiental as margens do Rio Paranaíba, foram tomadas por diversas famílias, dando início as invasões com saídas e retornos em mais de um ano de impasse.
De lá pra cá, a Justiça já havia ordenado reintegração de posse. Mas ainda assim, muitas unidades voltaram a ser ocupadas. Boa parte delas, foram depredadas desde então. Muitas residências simplesmente foram destruídas. Os danos aconteceram através de incêndios e furto de materiais. Partes dos telhados foram retirados, além de janelas e portas, que também acabaram sendo levadas. Ao todo foram gastos, três milhões e novecentos mil reais, para a construção do conjunto habitacional.
De acordo com informações, a operação de reintegração de posse deve acontecer de forma tranquila. Uma vez que os moradores afirmaram durante a reunião que irão deixar as casas pacificamente. Eles disseram ainda, que as invasões aconteceram pela falta de inclusão das famílias nos programas habitacionais do município, evidenciando o problema crescente do déficit habitacional da cidade, causado pelo crescimento da população.
