Jovem é condenado a 13 anos de prisão por crime passional ocorrido em 2013
O fato aconteceu no Bairro Jardim Recanto e a motivação para o crime de acordo com os autos teria sido passional
Nessa quarta- feira (30) teve nova sessão de júri no salão do UNIPAM. Dois réus, sendo um deles foragido são acusados de matar um jovem de 19 anos em dezembro de 2013 no Bairro Jardim Recanto. A motivação seria um relacionamento amoroso com uma ex-namorada de um deles no período que esteve no presídio. A surpresa neste julgamento foi a mudança de depoimentos de algumas testemunhas do processo.
Júnio Luiz Santos da Silveira, de 22 anos e Ruan Felipe Reis Pacheco, também de 22 anos que está foragido, foram a júri popular. Eles são acusados de terem efetuado seis disparos de arma de fogo que tiraram a vida de Victor Rodrigues Araújo de 19 anos às 11 horas e 37 minutos do dia 8 de dezembro de 2013 na Avenida, Dilermando Gomes de Deus, no Bairro Jardim Recanto. A motivação do crime de acordo com os autos teria sido passional.
A mudança de depoimentos causou surpresa durante o julgamento. A Promotora de Justiça, Vanessa Dossualdo Freitas, explica que por medo dos acusados que tem longa ficha, uma testemunha mudou a versão de forma considerada mentirosa para o Ministério Público. Outro fato curioso revelado no julgamento foi de que após o crime, Ruan voltou a manter o relacionamento amoroso com a ex-namorada.
A defesa de Júnio Luiz Santos da Silveira, de 22 anos, nega autoria do crime e explica que o rapaz no dia do homicídio estaria na igreja. O advogado, Rogério Lopes Cançado, afirma que o álibi do réu, refere-se ao fato de que ele estava no batizado de um sobrinho. Mesmo foragido o outro réu, Ruan Felipe Reis Pacheco, foi representado pelo advogado que também irá apresentar a tese da negativa de autoria. Para o advogado, Gustavo Virgílio Rocha Pereira, o seu cliente se apresentou em 2013 logo após a imputação do crime e negou ser um dos autores.
O Ministério Público pedia a condenação dos réus por homicídio qualificado. Com expectativa de pena 12 a 30 anos. Os jurados definiram que Ruan Felipe Pacheco, que está foragido, fosse condenado a 13 anos, tendo que cumprir dois quintos da pena em regime fechado. Já o outro réu, Júnio Luiz Santos da Silveira, foi absolvido.
