Justiça autoriza registro da pequena Enberly e recomenda troca do N pelo M
A modificação tem o objetivo de adequar o nome ao padrão gramatical da língua portuguesa
Finalmente um desfecho feliz para a famÃlia que tentou registrar a filha, mas foi impedida pelo cartório em Patos de Minas, devido a escolha do nome: Enberly, com a justificativa de não ser comum, o pedido de registro foi enviado para a Justiça. A justiça de Patos de Minas autorizou que Robson da Silva Brito e Michele Marcolino da Silva registrem a filha como o nome escolhido. O juiz sugeriu apenas uma alteração, recomendando a troca do “N†pelo “Mâ€.
Na decisão o Juiz, Marcus Caminhas Fasciani, lembrou que a legislação estabelece que o oficial do registro civil pode se opor fazer o registro de nascimento desde que isso exponha ao ridÃculo a criança. No entanto, no seu entendimento a dúvida procede de forma parcial.
“ A pronúncia, bem como a origem e significado do vocábulo, Enberly, não será capaz, por si só, de constranger a sua portadora, por falta de similaridade com qualquer palavra comum da lÃngua portuguesa de cunho pejorativo ou jocosoâ€, destacou o magistrado.
Entretanto, o Juiz chamou a atenção para a grafia do nome, escrito com “N†e não com “Mâ€, que poderia causar embaraços à criança, tanto no que tange à sua pronúncia quanto à sua escrita. Diante desta constatação, recomendou que ocorra a mudança, para se adequar ao padrão gramatical da lÃngua portuguesa.
A criança nasceu em 19 de setembro e até então, não foi registrada. Foram quase 40 dias de espera para resolver a situação. Os pais comemoraram a decisão e aceitaram a recomendação do Juiz. Em entrevista para a NTV, eles disseram que agora aguardam o prazo estabelecido pela legislação, para então realizarem o registro da filha.
