Promotora fala sobre caso de jovem morto em 2013
A mãe pediu justiça e o Ministério Público afirma que caso hajam novas provas, inquérito pode ser reaberto
Há algumas semanas, noticiamos o desespero de uma mãe que cobra justiça para a morte do filho. O Ministério Público afirma que houve o arquivamento, mas que se houverem novas provas o caso poderá ser reaberto. O crime ocorreu em 2013 e segue sem solução. Altair Junior dos Reis Marques Melo, foi assassinado a tiros no Bairro Alto da Colina e dois anos depois a mãe ainda clama por justiça.
Gleidimar Marques reclama que após cerca de dois anos, ninguém foi preso e o caso continua sem ser solucionado. Ela alega que que por varias vezes procurou a delegacia em busca de respostas e saber porque ate agora ninguém foi preso pelo assassinato do filho. A mãe diz que a policia chegou a investigar alguns suspeitos, mas que não foram presos por falta de provas.
O Ministério Público confirmou que o inquérito policial foi arquivado por falta de provas. Segundo a Promotora, Vanessa Dosualdo, em dezembro de 2004 o inquérito chegou concluso e o promotor criminal da época ao ler os documentos percebeu que haviam três linhas de investigação, com três possíveis autores do crime. Desentendimento entre gangues, motivos passionais e drogas. Os suspeitos foram ouvidos e negaram participação e não havia nenhuma prova testemunhal que pudesse esclarecer o fato. O Promotor da época, diante da fragilidade das provas, pediu o arquivamento.
A Promotora Vanessa Dosualdo, afirma no entanto, que a investigação ainda pode ser reaberta. A lei permite que mesmo depois de arquivado, o inquérito pode ser reaberto. Mas é preciso que existam novas provas, alguma informação que não conste na documentação e que venha esclarecer a autoria. De acordo com a Promotora, até o presente momento nada de novo foi apresentado. Todas as provas que foram levadas até o MP, por parentes da vítima já constavam no inquérito, foram analisadas pelo promotor da época e consideradas insuficientes para dar início ação penal.
