Fiscalização combate desmatamento ilegal de flora nativa no Norte, Noroeste e Sul do estado
Multas aplicadas por fiscais da Semad somam mais de R$ 4,7 milhões
Fiscais da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) estiveram em municípios do Norte, Noroeste e Sul do estado com o objetivo de combater o desmatamento ilegal da flora nativa. As vistorias aconteceram no período de 23 e 27/10. As multas aplicadas somam o valor de R$ 4.719.374,92.
Nas regiões Norte e Noroeste foram fiscalizados 13 alvos, distribuídos entre os municípios de Chapada Gaúcha, Januária e Bonito de Minas, na região Norte; e Arinos, Formoso, Buritis e Paracatu, na região Noroeste de Minas. Os alvos da operação foram obtidos por meio do alerta de desmatamento da Plataforma Brasil Mais, com o cruzamento dos dados de autorizações emitidas pelo Instituto Estadual de Florestas (IEF). A plataforma usa o sensoriamento remoto via satélite e dá suporte nas ações de fiscalização ambiental, permitindo o acesso a imagens compostas por mais de 180 satélites.
Na região Norte foram fiscalizados sete alvos de desmatamento do bioma Cerrado, totalizando 265,70 hectares de desmates autuados. 7469,73 m³ de lenha nativa foram objetos de autuação por terem sidos retirados das áreas desmatadas, e 666,06 m³ de lenha nativa e 1,5 metros de carvão foram apreendidos. Nos quatro municípios do Noroeste, a operação denominada Veredas III fiscalizou seis polígonos de desmatamento que somaram 110,54 hectares. O total de multas atingiu R$ 2.557.268,10.
O servidor da Diretoria Regional de Fiscalização Ambiental no Norte de Minas e coordenador da operação, Cassio Maggi Salvia Maciel, explica que a região tem grandes extensões e que ainda registra altos índices de desmatamento. “A operação visa atingir alvos de desmates ilegais que tenham sido realizados recentemente ou ainda que estejam iniciando, utilizando-se de ferramentas de geotecnologias avançadas para detecção dos desmates”, explica.
Noroeste
Dados parciais da região Noroeste, indicam que as principais infrações ambientais constatadas foram supressão de vegetação nativa sem a devida autorização do órgão ambiental competente e tornar inservível material lenhoso mediante a carbonização (queima). A ação resultou na aplicação das penalidades de multa simples equivalente a R$ 362.106,82, cumulativamente com a penalidade de suspensão das atividades desenvolvidas em desacordo com a legislação ambiental vigente e apreensão de 247,51 m³ de lenha.
“A operação foi considerada exitosa por ter atingido seu objetivo de repressão ao desmatamento no cerrado em regiões e municípios com grandes números de alertas de desmatamento, conforme monitoramento contínuo da vegetação nativa realizado pelo IEF”, afirma Sérgio Nascimento Moreira, diretor de Fiscalização na região Noroeste.
