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É o momento certo para comprar um carro? Cuidado

As "facilidades", para realizar o sonho de comprar o carro, pode levar muita gente a ter dores de cabeça.

Admin2015-08-06Fonte: Odair Cardoso.
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Segundo pesquisa do portal Meu Bolso Feliz e SPC Brasil, este é o terceiro maior sonho do brasileiro. Ficando atrás somente das viagens internacionais e nacionais. Mas, a falta de planejamento e o momento de instabilidade econômica, podem causar problemas para os compradores mais afoitos. Os chamados financiamentos facilitados, que pela razão das concessionárias estarem com os pátios lotados tem ficado mais "atrativos" para o consumidor, não são os melhores caminhos.

A recomendação é de que caso o consumidor possa, as compras sejam feitas à vista. Do contrário, fuja das facilidades. De acordo com outra pesquisa do SPC Brasil, entre aqueles que atualmente têm um financiamento, 35% o fizeram com o intuito de comprar um carro. Especialistas afirmam que o ideal e adquirir o veículo sem arcar com juros e por um valor mais baixo do que se fosse parcelar. Com o atual cenário, que vem com taxas, inflação e outros impostos, a dica é: Não se apresse em  comprar o carro dos seus sonhos. Espere, analise e aguarde as mudanças no mercado.

Afinal, para aqueles que são mais apressadinhos e não se aguentam ao ver um anúncio  chamando para a compra de veículos, saiba que os devedores não estão tendo sossego. Segundo matéria do jornal Folha de São Paulo, na coluna de mercado da jornalista Claudia Rolli, com o agravamento da crise econômica, empresas que atuam na recuperação de crédito reduziram prazos para cobrar consumidores em atraso e aumentaram em até 28% a retomada de veículos por inadimplência neste ano.

Segundo a publicação, o pedido para a cobrança foi feito por bancos e instituições financeiras que concedem financiamentos para veículos. A intenção seria para evitar que os devedores de 15 a 90 dias de atraso se tornem inadimplentes. A matéria enfoca ainda que em 2015, o volume de retomadas de veículos com prestações em atraso, no primeiro semestre teve alta de 20% em relação a igual período de 2014.  Além das ações judiciais, muitos devedores acabaram entregando espontaneamente os veículos, por não terem como pagar as dívidas.