Setor de vestuário de Patos de Minas não sente os efeitos da crise
Empresário do setor afirma que ainda não demitiu em 2015
A palavra de ordem em tempo de crise nas industrias de Patos de Minas é reinvenção. A busca por novos setores e produtos tem sido a saída para muitas empresas. Visitamos uma confecção em que a crise tem passado longe, devido a busca de novos mercados.
Apesar de não admitirem muitos donos de confecções em Patos de Minas demitiram funcionários e diminuíram a produção. Não é o caso do empresário Fábio Alisson, que afirma ainda não ter optado pelas demissões em 2015 até agora. Ele diz que o setor também sentiu os efeitos da crise, tanto nas tecelagens quanto nas fábricas de roupas. Mas que é exatamente nestes períodos que cada um precisa buscar o seu espaço no mercado.
Já para a presidente do sindicato da industria do vestuário em Patos de Minas, Terezinha Martins, a crise vivida pelo setor não é exatamente a mesma, já que o maior problema são as importações asiáticas com preços muito baixos e que competem de forma desigual com os produtos nacionais. Em Minas Gerais enquanto o faturamento real do segmento recuou 41,6%, o emprego caiu 22,8%. Mas no Estado o setor foi o que mais demitiu, sendo o dobro da média geral na industria mineira.
Para continuar sobrevivendo a crise, que deverá ser mais grave em 2016, os empresários precisam buscar mais inovações e alternativas para não fecharem postos de trabalho ou empresas. Em Patos de Minas a predominância da indústria de vestuário é nos segmentos de uniformes e jeans. Mas também existe a atuação de empresas nas confecções de camisaria, moda casual e de praia. Para o período natalino, época em que renovam as esperanças, o setor aposta na superação.
