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Banco Mundial eleva projeções de preços da soja, milho e trigo até 2027

Demanda por biocombustíveis, riscos climáticos e conflitos internacionais pressionam as projeções, enquanto estimativa para a ureia é reduzida

Isabella Sanches2026-10-29Fonte: NTV/ Isabella Sanches
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O Banco Mundial elevou as projeções de preços internacionais da soja, do milho e do trigo para 2026 e 2027. A revisão considera o aumento da demanda, os riscos climáticos e as dificuldades no comércio internacional.

Para 2026, a estimativa para o preço médio da soja passou de US$ 441 para US$ 489 por tonelada. No milho, a projeção subiu de US$ 211 para US$ 223. Já o trigo norte-americano passou de US$ 253 para US$ 311 por tonelada.

Para 2027, o Banco Mundial prevê preços médios de US$ 515 por tonelada para a soja, US$ 235 para o milho e US$ 353 para o trigo.

Apesar da expectativa de produção recorde de soja pelo sexto ano consecutivo, o consumo mundial deve crescer mais rapidamente que a oferta. Um dos fatores é o aumento da utilização do óleo de soja na produção de biocombustíveis, principalmente nos Estados Unidos.

Para o trigo e o milho, a previsão de alta nos preços também está relacionada à expectativa de redução da produção mundial na safra 2026/27. Problemas climáticos e dificuldades de transporte em regiões afetadas por conflitos internacionais podem limitar a oferta desses produtos.

No Brasil, as estimativas para a próxima safra de milho apresentam diferenças. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) projeta uma produção de 139 milhões de toneladas, enquanto a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima 148,02 milhões de toneladas.

Na contramão dos grãos, o Banco Mundial reduziu a previsão para o preço médio da ureia em 2026, de US$ 675 para US$ 510 por tonelada. A revisão considera a recuperação da oferta internacional e o aumento das exportações chinesas.

Para 2027, a expectativa é de queda para US$ 429 por tonelada.

Apesar da perspectiva de valorização dos grãos, o relatório ressalta que os preços mais altos não garantem maior rentabilidade aos produtores. O resultado também depende dos custos de produção, do câmbio e das condições de comercialização.